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Indonésia muda regra do fornecimento doméstico de óleo de palma

Aumento do teto do preço para produção vendida como de "obrigação de mercado doméstico" visa melhorar oferta de óleo de cozinha barato

3 min

A Indonésia disse nesta segunda-feira (19) que revisou as regras para o setor de óleo de palma. Houve um aumento do teto de preços para a produção vendida sob o esquema de “obrigação de mercado doméstico” (DMO), de modo a incentivar os produtores a melhorar a oferta de óleo de cozinha barato.

De acordo com o esquema DMO, os produtores devem vender parte de sua produção localmente a um preço limitado para poderem obter licenças de exportação. No entanto, o fornecimento por meio do esquema DMO caiu junto com a fraca demanda do exterior, o que provocou um declínio nos pedidos de permissão.

Para melhorar a oferta doméstica, o Ministério do Comércio do país do sudeste asiático aumentou o limite de preço de 14 mil rupias para 15,7 mil rupias por litro. O valor agora representa cerca de US$ 1  (ou R$ 5,50). Além disso, também reduziu a meta de volume sob o esquema DMO para 250 mil toneladas por mês, de 300 mil toneladas antes.

“O ajuste do teto de preços é um dos nossos esforços para impulsionar o DMO em meio à fraca demanda de exportação”, disse o funcionário sênior do Ministério do Comércio, Moga Simatupang, em uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira.

Por que mudou

As exportações de óleo de palma caíram 4,26% no acumulado de janeiro a maio em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da associação de óleo de palma GAPKI.

Com um declínio no número de solicitações de licenças de exportação, a cota de exportação de óleo de palma pendente era de 3,7 milhões de toneladas em 16 de agosto. O nível é praticamente o mesmo observado no final de julho (3,95 milhões de toneladas), disse Farid Amir, funcionário do Ministério do Comércio.

O maior exportador de óleo de palma do mundo mantém uma taxa de exportação do produto quatro vezes maior que a oferta local. Produtores que fornecem óleo em tamanhos menores para uso doméstico ou que distribuem para regiões remotas têm direito a cotas de exportação maiores.

De acordo com as novas regras, o ministério não reconhece mais o óleo de palma bruto ou o óleo de cozinha a granel como fornecimento da DMO, disse Simatupang.

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