As 100 maiores companhias do agronegócio brasileiro geraram R$ 1,886 trilhão em receita líquida em 2024, o equivalente a 16,1% do PIB do Brasil, estimado em R$ 11,7 trilhões, segundo dados do IBGE . O montante representa 69,3% do PIB do Agronegócio, calculado em R$ 2,72 trilhões, segundo o Cepea, e confirma a força das empresas que compõem a Lista Forbes Agro100 2025, publicada anualmente pela Forbes Brasil.
O conjunto reúne cooperativas, grupos empresariais e companhias de capital aberto e fechado que atuam nas principais cadeias produtivas do país. Em 2024, o faturamento conjunto das 100 empresas cresceu 3,3% em relação ao ano anterior, quando somaram R$ 1,826 trilhão.
A lista mostra a diversidade e a amplitude do setor, distribuído entre 21 empresas de agroenergia, 16 de comércio e tradings, 16 cooperativas, 14 de alimentos e bebidas, 14 de proteína animal, 11 de agroquímicos, genética e insumos, e 8 de celulose, madeira e papel. A lista completa com as 100 empresas e cooperativas pode ser conferida na Revista Forbes (em sua versão digital e impressa).
A presença do agronegócio no centro da economia brasileira transcende o papel de fornecedor de alimentos, energia e matérias-primas. O setor molda o comportamento do PIB e funciona como o eixo de sustentação da balança comercial, dos empregos e da renda no país. Em 2024, segundo o Cepea/USP, o agronegócio empregou 28,2 milhões de pessoas, o equivalente a 26% da força de trabalho.
Esse protagonismo está diretamente ligado à capacidade de o setor gerar riqueza e estabilidade em um ambiente de oscilação global. Em um cenário de retração industrial e incertezas externas, o campo brasileiro manteve a economia em movimento. Dados do Agrostat, do Ministério da Agricultura, mostram que o agronegócio foi responsável por US$ 164,4 bilhões em exportações, o que correspondeu a 49% das vendas externas do país. As importações somaram US$ 17,1 bilhões, resultando em um superávit recorde de US$ 147,3 bilhões — o maior já registrado na série histórica.
O resultado não expressa apenas o vigor de um setor produtivo, mas a interdependência entre o campo e o conjunto da economia. O agronegócio brasileiro não atua isoladamente: move a indústria de máquinas, fertilizantes, defensivos, embalagens, transporte e energia. A cada safra, o PIB agro se converte em PIB urbano, irradiando efeitos sobre o comércio, os serviços e a arrecadação pública.
Essa interligação é o que transforma o agronegócio em um vetor estrutural do crescimento brasileiro. Ele é um pilar que sustenta o saldo da balança comercial, a geração de empregos e a entrada de divisas.