Três verdades sobre o café se perpetuarão em 2026: 2025 foi o ano do grão no mundo, com pico na Bolsa de Nova York de US$ 582/saca de 60 kg; grãos de altíssima qualidade continuarão custando, como ocorreu no Cup of Excellence 2025, com leilão por US$ 65,10 a libra-peso (US$ 8.600 a saca de 60 kg, na cotação atual ); e o mundo caminha para uma safra recorde em 2025/26, entre 178,6 a 178,8 milhões de sacas. A partir daí, o que manda no preparo do grão é o gosto pessoal, e ele pode ir às alturas.
Alguns amantes de café moem os próprios grãos. Alguns preferem o café americano tradicional, enquanto outros optam pelo espresso. Há quem goste de bebidas com leite vaporizado, como cappuccino, latte e macchiato. Mas, com uma cafeteira superautomática, tudo isso pode estar ao toque de um botão. Pense em uma cafeteira como um barista robô para a sua casa e se o grão for excelente, o casamento está feito.
Duas características diferenciam essa categoria de máquinas das cafeteiras comuns. A primeira é que elas moem grãos inteiros na hora, para cada xícara, permitindo que os apreciadores comprem uma variedade muito maior dos melhores grãos do mundo sem ficarem presos a um único estilo compatível com apenas uma máquina, e sem o desperdício gerado por cápsulas individuais e porções de café moído pré-embaladas.
A segunda é que elas executam todas as etapas necessárias para preparar bebidas complexas, como um cappuccino, sem exigir trabalho extra do usuário, além de produzir uma ampla variedade de bebidas à base de café.
Isso as torna melhores para quem gosta de café e também para receber convidados. Uma máquina automática comum também prepara bebidas sofisticadas em um único equipamento, mas não em um processo totalmente automatizado com um só botão, exigindo um pouco mais de intervenção.

Jura e a precisão suíça
Algumas dessas máquinas podem ser vistas em salas VIP de aeroportos, lounges executivos de hotéis e até em quartos de hotéis extremamente sofisticados, como os Skylofts cinco estrelas da Forbes em Las Vegas, por exemplo. Algumas empresas dominam esse mercado, tradicionalmente associado ao luxo, mas os preços se tornaram um pouco mais acessíveis e hoje é possível encontrar modelos para diferentes orçamentos.
A Jura domina há décadas o segmento premium, assim como acontece com os relógios suíços. A marca reúne longa experiência, inovação constante e máquinas elegantes, com moedores de altíssima qualidade, um componente essencial para quem leva café a sério. A maioria dos modelos pode ser usada com ou sem filtros de água substituíveis e conta com sistemas frequentes de autolimpeza.
Os modelos mais sofisticados preparam também cold brew ao toque de um botão e alguns possuem mais de um compartimento para grãos, permitindo alternar entre cafés tradicionais, descafeinados ou diferentes torras. Também é possível usar café pré-moído.
O modelo topo de linha é a Jura Giga 10, vendida por US$ 5.499 (R$ 27.500 na cotação atual). Considerada o “Rolls-Royce” das cafeteiras, ela possui dois compartimentos independentes para grãos, cada um com moedor cerâmico próprio, evitando qualquer mistura. Prepara 35 bebidas quentes e frias, com personalização individual para cada usuário, por meio de uma grande tela sensível ao toque ou aplicativo conectado via Wi-Fi.
O modelo premium mais acessível da marca é a Jura Z10, que custa US$ 4.299 (R$ 21.500). Ela possui um único compartimento de grãos, mas prepara até 40 bebidas quentes e cold brew, com moedor inteligente que ajusta automaticamente a granulometria conforme a bebida. Para quem não pretende usar cold brew, a Jura ENA 8 oferece excelente custo-benefício por US$ 1.899 (R$ 9.500).

De’Longhi aposta em inovação e design
A italiana De’Longhi, tradicional fabricante de máquinas de espresso, inovou com a Rivelia. O modelo traz o “Bean Switch System”, um sistema exclusivo de compartimentos removíveis para grãos, que podem ser trocados rapidamente. Isso permite usar diferentes cafés conforme a bebida ou o perfil do consumidor, sem o custo de máquinas com múltiplos compartimentos internos.
A De’Longhi Rivelia custa US$ 1.499 (R$ 7.500) e costuma aparecer com descontos de US$ 200 a US$ 300 (R$ 1.000 a R$ 1.500) em grandes varejistas. O acessório opcional LatteCrema Cool sai por US$ 130 (R$ 650) e amplia as opções de bebidas frias. O modelo prepara pelo menos 18 bebidas diferentes, com personalização para até quatro usuários, ocupa pouco espaço na bancada e também aceita café pré-moído.
Ninja democratiza o café automático
A Ninja entrou no mercado de cafeteiras automáticas com uma proposta mais acessível. Embora não seja totalmente superautomática, pois exige algumas etapas adicionais, trata-se de um equipamento integrado, com moedor embutido, compactador manual e tecnologia Barista Assist, que ajusta automaticamente temperatura e pressão.
A Ninja Luxe Café Premier 3 em 1 custa US$ 600 (R$ 3.000) e prepara espresso, café filtrado e cold brew. A versão Pro 4 em 1 adiciona saída de água quente para chá e custa US$ 750 (R$ 3.750). A marca também costuma oferecer descontos de US$ 100 ou mais (R$ 500 ou mais), o que a torna uma das opções mais competitivas do mercado.
Embora não substitua modelos premium como Jura ou De’Longhi em termos de automação total, a Ninja se destaca pela facilidade de uso, robustez e preço. Para quem não quer investir valores na casa dos milhares de dólares, é a melhor escolha em recursos e desempenho.