O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou duas operações de financiamento que totalizam R$ 150 milhões para o Grupo Cerradinho. Os recursos, anunciados nesta quinta-feira (23), serão destinados a investimentos em inovação tecnológica, modernização industrial e ampliação da produção de biocombustíveis nas unidades de Chapadão do Céu (GO) e Maracaju (MS). As operações fazem parte do programa BNDES Mais Inovação, voltado ao apoio de projetos de inovação e digitalização.
Do montante aprovado, R$ 50 milhões serão destinados à Neomille S.A., empresa do grupo especializada na produção de etanol de milho e coprodutos. O financiamento será aplicado na aquisição de máquinas, equipamentos e serviços tecnológicos com características inovadoras, todos credenciados pelo BNDES.
A segunda operação, de R$ 100 milhões, envolve a Cerradinho Bioenergia S.A. e a Neomille S.A. Os recursos financiarão a compra de bens de capital com tecnologia desenvolvida no Brasil, incluindo equipamentos industriais e agrícolas voltados à ampliação da capacidade produtiva.
“São investimentos em tecnologia nacional que buscam eficiência energética e redução das emissões de carbono”, disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
Fundado em 1970, em Catanduva (SP), o Grupo Cerradinho nasceu no setor sucroenergético e, ao longo das últimas décadas, ampliou sua atuação para diferentes segmentos da bioenergia. Controlado pela família Sanches Fernandes, o grupo passou por um processo de reestruturação após a crise do setor no fim dos anos 2000, concentrando investimentos em ativos de maior escala e tecnologia no Centro-Oeste. Hoje, suas operações estão baseadas em Goiás e Mato Grosso do Sul, onde produz etanol de cana e de milho, açúcar, bioeletricidade e coprodutos industriais, como DDGS e óleo de milho.
A estratégia recente da companhia tem sido pautada pela integração entre as cadeias da cana-de-açúcar e do milho e pela ampliação da capacidade industrial. O grupo opera um complexo sucroenergético em Chapadão do Céu (GO) e uma unidade dedicada ao processamento de milho em Maracaju (MS), além de investir em logística e inovação tecnológica. A capacidade instalada permite o processamento anual de cerca de 6,1 milhões de toneladas de cana-de-açúcar e 1,8 milhão de toneladas de milho, consolidando o Cerradinho entre os principais grupos brasileiros do setor de biocombustíveis e bioenergia.
.