EXCLUSIVO: Com Reserva a bordo, TROC lança plataforma de resale as a service para roupas de segunda mão

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Rony Meisler, CEO da Reserva: “Ter estilo é um modo de agir, não só de vestir”

A TROC, plataforma online que possibilita a compra e venda de roupas e acessórios premium de segunda mão, lançou hoje (27) uma ferramenta de resale as a service (RAAS) para possibilitar que marcas transformem roupas sem uso de consumidores em créditos para novas compras em suas lojas.

A primeira marca a participar da plataforma é a Reserva, com sua linha de produtos infantis, a Reserva Mini. A marca carioca vê a parceria como parte de suas iniciativas para incentivar a sustentabilidade e transparência em relação ao pós-consumo de vestuário, calçados e acessórios.

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“Decidimos começar pela Reserva Mini porque não é de hoje que pais e mães reclamam que as crianças perdem as roupas muito rápido, quase novas”, conta Rony Meisler, CEO da Reserva, que pretende colocar todas as demais marcas do grupo – Reserva, Ahlma e Oficina – na plataforma na sequência. “Eu gostaria que todas as grifes nos seguissem e fizessem o mesmo”, diz.

Luanna Toniolo, cofundadora da TROC, explicou, durante live da Forbes na qual a novidade foi anunciada, que toda a logística reversa ficará a cargo da plataforma, que já está integrada com o sistema da Reserva. “As pessoas que têm roupas da marca entram no próprio site da loja, solicitam a coleta e, assim que as peças são processadas, começam a receber cashbacks ou créditos para novas compras.” As peças ficam com a TROC, que se encarregará de todo o processo de resale, ou seja, o tratamento adequado para que elas sejam comercializadas pela plataforma.

Segundo a empreendedora, a inclusão de outras marcas no processo vai seguir o critério de demanda, ou seja, aquelas que já são altamente consumidas pelos clientes da TROC. Para dar um tom mais humano ao processo, consultoras treinadas vão interagir com os consumidores na plataforma, com dicas de peças, curadoria e muita informação. “Será um serviço gratuito e personalizado.”

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Luanna Toniolo, cofundadora da TROC: venda de peças em perfeito estado para garantir recorrência

Além da sustentabilidade, o mercado de segunda mão também traz vantagens como a fidelização de público, durante e depois da pandemia, segundo Meisler. “Esse tema é extremamente pertinente no momento que estamos vivendo. É impossível não perceber a mudança que a Covid-19 provocou no meio ambiente – até tartarugas foram encontradas na Baía de Guanabara. Isso muda o nível de consciência do ser humano e, consequentemente, as decisões de negócios”, aponta.

Segundo Meisler, este tipo de iniciativa também faz sentido do ponto de vista financeiro, uma vez que muitos consumidores estão controlando gastos. “Tenho certeza de que, depois que tudo isso passar, esse comportamento vai se manter”, diz o empreendedor, que imagina ser possível disponibilizar peças de segunda mão futuramente nas lojas físicas da Reserva como parte do processo de educação das pessoas para este tipo de consumo de moda.

Para Luanna, o fato de as marcas estarem dando voz ao second hand vai mudar a percepção do consumidor. “No Brasil, ainda há muito preconceito com peças usadas. Por isso fazemos questão de vender todas em perfeito estado, para que o consumidor volte. Atualmente, 92% dos nossos clientes nunca tinham comprado uma peça usada. Ainda há muito trabalho a ser feito e o momento é agora”, diz.

A plataforma de serviço de logística reversa da TROC foi inspirada em empresas que já adotam a abordagem em outros mercados há alguns anos, como a norte-americana ThredUp. O modelo RAAS também responde às tendências de consumo no pós-pandemia e entre gerações mais jovens. “A economia circular já é uma realidade em muitos países”, diz Luanna, citando perdas de US$ 500 bilhões em todo o mundo com peças pouco usadas que não foram recicladas.

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Uma pesquisa da ThredUp sugere que o mercado de itens de moda de segunda mão online nos Estados Unidos deve crescer 69% entre 2019 e 2021, ao passo que o setor de varejo em geral deverá diminuir 15%. O estudo também aponta que 80% dos consumidores da geração Millenial e Z não estigmatizam a compra em brechós online.

“Como sociedade, precisamos reconhecer aqueles que estão fazendo algo para o futuro do planeta e não apenas apontar o dedo. E escolher a maneira como consumimos faz parte disso. Ter estilo é um modo de agir, não só de vestir”, diz Meisler.

Angelica Mari é jornalista especializada em inovação há 18 anos, com uma década de experiência em redações no Reino Unido e Estados Unidos. Colabora em inglês e português para publicações incluindo a FORBES (Estados Unidos e Brasil), BBC e outros.

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