Brasil ganha quatro posições em ranking mundial de inovação

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A pergunta que fica é o quanto a pandemia vai impactar a inovação no mundo

O Brasil é o 62º colocado no Índice Global de Inovação 2020, levantamento realizado anualmente graças à parceria entre a Cornell University, o INSEAD (Instituto Europeu de Administração de Empresas) e a Organização Mundial da Propriedade Intelectual. Em relação ao ano passado, o país ganhou quatro posições num grupo que reúne 131 economias. No topo da lista estão Suíça, Suécia, Estados Unidos, Reino Unido e Holanda.

No momento em que o relatório estava sendo impresso, o mundo lutava para lidar com as consequências da Covid-19. “Mais do que nunca, a inovação – principalmente no que diz respeito a tratamentos e vacina – é a melhor esperança para a humanidade do ponto de vista econômico. A pandemia nos lembrou que a pesquisa e o desenvolvimento na área da saúde não são um luxo, mas uma necessidade”, escreveram Soumitra Dutta, Francis Gurry e Bruno Lanvin, representantes das instituições responsáveis pelo documento.

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De acordo com o estudo, a pandemia vai atingir o setor de inovação justamente num momento em que ele estava florescendo. Em 2018, os gastos com P&D aumentaram 5,2% – mais do que o PIB mundial –, e o venture capital e a propriedade intelectual estavam em seus níveis mais altos. Além disso, notava-se uma determinação geral na promoção de iniciativas inovadoras, incluindo nos países em desenvolvimento, um movimento relativamente novo e promissor.

A dúvida que fica é se os investimentos no setor vão acompanhar a retração econômica. No entanto, como a inovação está no centro das estratégias corporativas e de crescimento econômico, há esperança de que essa queda não seja tão profunda.

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O estudo também indicou que o mapa da inovação global está mudando, com China, Vietnã, Índia e Filipinas em alta – os dois últimos aparecem pela primeira vez no Top 50.

No que diz respeito à América Latina e Caribe, a região continua apresentando desequilíbrios significativos, e sendo caracterizada por baixos investimentos em P&D e inovação, uso incipiente da propriedade intelectual e uma desconexão entre os setores público e privado na priorização dos aportes destinados à área. Com a falta de recursos, a região sofre para traduzir isso de forma eficiente em resultados. Apenas Chile, Uruguai e o Brasil produzem altos níveis de artigos técnicos e científicos – e apenas o Brasil aparece bem classificado em patentes.

Já o índice que avalia a qualidade da inovação – com base nas universidades locais, patentes depositadas e publicações científicas –, o Brasil é o 4º colocado no grupo dos países de renda média, atrás da China, Índia e Rússia.

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