O tecido seersucker pode evocar imagens de um idílio aristocrático, mas suas origens são populares. Na Índia colonial, o seersucker — nome que vem da expressão persa shir o shekar, que significa “leite e açúcar”, devido a suas texturas lisa e áspera — era um tecido usado por trabalhadores. Ele renasceu nos EUA do século 20 na forma de um durável tecido de algodão ondulado para homens que trabalhavam em lugares quentes.
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Na década de 1930, o seersucker entrou nas universidades de elite e foi um símbolo de esnobismo invertido. “Tenho usado paletós do material conhecido como seersucker em Nova York, deixando, assim, meus amigos muito confusos”, escreveu o elegante jornalista Damon Runyon em 1945. “Eles não conseguem chegar a uma conclusão: se estou duro ou apenas lançando uma nova moda.” Mas o próprio Runyon compreendeu que um homem vestindo um terno de seersucker com estilo acabaria por ser considerado rico, e poderia “descontar um cheque sem responder nenhuma pergunta”.
Hoje, esse visual ainda é sinônimo de dinheiro. Conheça a história do clássico terno na galeria de fotos: