Uma partida de golfe, dizem os apaixonados pelo esporte, é muito mais do que completar os 18 buracos do campo com o menor número de tacadas. O jogo exige técnica, concentração, superação. O jogador depende das boas condições de seu corpo e de sua mente. Depende, também, das perfeitas condições do campo. Apesar de pouco explorado e divulgado no Brasil, a Confederação Brasileira de Golfe (CBG) calcula que existam 25 mil jogadores à procura de bons lugares para praticar o esporte em competições ou a lazer. Para eleger os melhores campos do país, FORBES consultou jogadores profissionais e amadores e entusiastas da modalidade. Em primeiro lugar, é preciso analisar o que torna um campo bom ou ruim – e isso pode ter um forte componente pessoal. “Eu gosto dos estreitos, que exigem concentração máxima”, diz o piloto Rubens Barrichello, acostumado com lugares estreitos que exigem concentração máxima – o cockpit dos carros de corrida. Rubinho começou a jogar em 2000, em Algarve (Portugal), onde tem uma casa, por influência dos sogros, também praticantes do esporte. Viciou-se. Hoje pratica três vezes por semana.
LEIA MAIS: Segundo melhor campo de golfe do Havaí será reaberto em 2018
Para a paulista Victoria Lovelady, de 30 anos, um bom campo é definido “pela arquitetura, pelo desenho técnico e pela qualidade da grama”. Victoria, que está competindo no Ladies European Tour, disputou a Olimpíada de 2016, ano em que o golfe voltou aos Jogos após um hiato de 112 anos (foi disputado em 1900, em Paris, e 1904, em Saint Louis).
[olhodamateria]
Giordano Junqueira, 27 anos, jogador do Ipê Golf Club de Ribeirão Preto (SP), diz que o que mais importa em um campo é o “resultado de jogo” que ele oferece.
Para o engenheiro Pedro da Costa Lima, sócio do São Paulo Golf Club e praticante desde os 5 anos de idade, “um bom campo é aquele que permite que as pessoas joguem, que não tenha um nível de dificuldade desmotivador”. O golfe, segundo Lima, é um esporte democrático que “promove a confraternização entre pessoas de diferentes faixas etárias”.
A imagem hollywoodiana de que golfe e business andam juntos tem fundamento? Euclides Gusi, 60, presidente da CBG, analisa: “O networking que o golfe proporciona é imenso, e muita gente tem interesse em fazer negócios. Em um jogo de quatro horas e meia, as pessoas podem se aproximar para esse fim”. E é justamente para promover essas aproximações que Jair Junqueira, pai de Giordano, organiza o torneio Ribeirão Sobe – que na última edição (em dezembro de 2016) teve como principais patrocinadores o Itaú BBA, a empresa de segurança Gocil e a Cosan. Seja para competir, seja para se divertir ou para fechar negócios, veja a seguir os melhores campos para suas próximas tacadas.