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Taylor Swift Recompra os Direitos de Seus Seis Primeiros Álbuns

Mulher mais rica da indústria da música, a popstar agora detém os direitos de seus seis primeiros álbuns após disputa desde 2019

4 min

A cantora Taylor Swift comprou de volta os direitos dos seus seis primeiros álbuns, segundo comunicado publicado em seu site nesta sexta-feira (30), após a venda de seus masters em 2019 ter levado a artista a regravar grande parte de seu trabalho inicial. Ela agora é dona de todo o seu catálogo musical, incluindo os direitos das gravações originais dos álbuns “Taylor Swift”, “Fearless”, “Speak Now”, “Red”, “1989” e “Reputation”.

Há seis anos, a artista afirmou que os direitos do seu catálogo foram transferidos sem seu consentimento ou conhecimento, após o empresário Scooter Braun comprar sua antiga gravadora, a Big Machine Label Group. Na época, ela classificou a situação como seu “pior cenário possível”. O valor do negócio foi estimado em US$ 300 milhões (R$ 1,8 bilhão).

Nessa sexta-feira, Swift informou que comprou seus masters de volta da Shamrock Capital, empresa de investimentos que adquiriu seu catálogo de Braun em 2020, sem revelar quanto pagou para reaver sua música. A disputa pelos masters levou a cantora a iniciar um projeto de regravação que durou anos.

Até o momento, quatro dos seus seis primeiros álbuns foram relançados, todos com o subtítulo “Taylor’s Version” e faixas inéditas. No comunicado, ela declarou ser dona de todo o seu “trabalho de vida”, incluindo todos os videoclipes, filmes de shows, músicas não lançadas e artes dos álbuns.

E “Reputation (Taylor’s Version)”?

Swift informou que ainda pode lançar os dois álbuns regravados que faltam em seu catálogo: “Reputation” e “Taylor Swift”. Disse que já regravou completamente este último, seu álbum de estreia, mas não chegou nem a um quarto de “Reputation”, por considerar que este era seu único álbum que “não poderia ser melhorado com uma nova gravação”.

As chamadas músicas do “vault” — faixas inéditas adicionadas aos relançamentos — também serão divulgadas, caso haja interesse do público. A cantora afirmou que os álbuns totalmente regravados ainda podem ser lançados, desde que haja interesse dos fãs, descrevendo o possível lançamento como uma “celebração”, e não como uma tentativa de resgatar algo perdido.

Como foi a disputa do catálogo musical de Taylor Swift?

Swift declarou que a venda de seus direitos musicais para Braun, em 2019, aconteceu sem seu consentimento ou conhecimento. Braun, por sua vez, afirmou que ela teve a oportunidade de comprá-los. Em novembro de 2020, a artista disse que seus masters foram vendidos novamente, dessa vez para a Shamrock Capital, também sem seu conhecimento. Ela relatou que chegou a negociar com Braun a recompra dos direitos, mas que a equipe dele exigiu que assinasse um acordo de confidencialidade (NDA) rigoroso, que a impediria de fazer qualquer declaração negativa sobre ele.

Na época, a cantora afirmou que Braun continuaria lucrando com seu catálogo antigo mesmo após a venda para a Shamrock. Foi então que ela iniciou o processo de regravação dos seis primeiros álbuns. O primeiro lançamento foi uma nova versão do hit “Love Story”, em fevereiro de 2021, seguido do álbum “Fearless (Taylor’s Version)” em abril do mesmo ano. Ainda em 2021, relançou “Red”, e em 2023, “Speak Now” e “1989”. As regravações obtiveram grande sucesso comercial, em alguns casos superando os álbuns originais. “1989 (Taylor’s Version)” registrou a melhor semana de vendas da carreira da artista — até ser superado pelo álbum “The Tortured Poets Department” no ano seguinte —, com mais de 1,6 milhão de unidades equivalentes vendidas, sendo 1,3 milhão em vendas puras.

No comunicado, a popstar afirmou que ficou satisfeita com os debates que esse processo reacendeu na indústria musical, tanto entre artistas quanto entre fãs. Relatou que vários artistas passaram a negociar a posse de seus próprios trabalhos. Algumas artistas, como Olivia Rodrigo e Rita Ora, atribuíram a Swift a inspiração para buscar contratos que lhes garantissem os direitos sobre suas obras. A cantora Ashanti também anunciou que regravaria seu catálogo antigo e mencionou Swift como referência para essa decisão.

Taylor Swift, considerada a mulher mais rica da indústria da música, possui um patrimônio estimado em US$ 1,6 bilhão (R$ 9,6 bilhões), segundo cálculos da Forbes. Ela entrou para o grupo de bilionários em 2023, quando a Eras Tour quebrou recordes e se tornou a turnê de maior bilheteria da história, com arrecadação superior a US$ 2 bilhões (R$ 12 bilhões).

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