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10 Cidades Europeias Ideais para Passeios Culturais em 2025

Locais menos óbvios como Craiova e Girona aparecem nesta lista de destinos culturais, ao lado de centros artísticos indispensáveis como Londres e Paris

8 min

Se 2025 está nos seus planos de viagem, prepare-se para explorar dez destinos culturais europeus que vão além do óbvio. Entre capitais consagradas e joias ainda pouco conhecidas, cada cidade revela histórias fascinantes, obras de arte imperdíveis e experiências que enriquecem qualquer roteiro.

Da arquitetura antiga aos museus mais inovadores, a Europa oferece cenários ideais para quem busca uma imersão autêntica na cultura.

1. Craiova, Romênia

Getty ImagesO Palácio de Craiova, Roménia

Menos conhecida (e visitada) que Bucareste, a capital, Craiova, no sudoeste da Romênia, é um polo cultural com diversos eventos ao longo do ano, como o Festival Shakespeare, o maior festival internacional dedicado ao dramaturgo. Para fãs de música eletrônica, o IntenCity Festival acontece em junho com apresentações ao ar livre. Já o Festival Puppets Occupy Street, realizado em agosto, é um evento inusitado com marionetes gigantes e performances imersivas.

Craiova tem um papel importante na trajetória de Constantin Brâncuși, que estudou na Escola de Artes e Ofícios da cidade. Considerado pioneiro da escultura modernista, suas obras estão em grandes museus ao redor do mundo, como o Metropolitan Museum of Art (Nova York), o Pompidou (Paris) e o Tate Modern (Londres). A visita à cidade deve incluir o Centro Brâncuși, com uma visão aprofundada de sua vida, e o Museu de Arte de Craiova, que também abriga suas obras.

2. Girona, Espanha

Getty ImagesCatedral de Santa Maria em Gerona, Catalunha, Espanha

Situada entre os Pireneus e a Costa Brava, Girona é um dos destinos culturais mais interessantes e pouco valorizados da Espanha. Com um centro medieval perfeitamente preservado e uma cena artística vibrante, a cidade oferece muito, sem as multidões das grandes metrópoles.

O Bairro Antigo (Barri Vell) é um dos mais bem conservados da Europa, com antigas muralhas que ainda podem ser percorridas. A Catedral de Girona impressiona com a nave gótica mais larga do mundo. A arquitetura marcante da cidade atrai produções cinematográficas, incluindo a série Game of Thrones. Girona conta ainda com diversos festivais, como o Temps de Flors, uma celebração das flores realizada toda primavera.

3. Bilbao, Espanha

Getty ImagesMuseu Guggenheim, do arquiteto Frank Gehry, e Escultura Maman, de Louise Bourgeois. Bilbao, Espanha

Bilbao é um dos destinos culturais mais relevantes da Europa e um modelo de revitalização para outras cidades industriais. O município espanhol foi um centro importante da indústria naval até seu declínio entre as décadas de 1970 e 1990. A abertura do Museu Guggenheim, projetado por Frank Gehry em 1997, impulsionou a transformação da região portuária ao seu redor. O chamado “efeito Guggenheim” acabou sendo replicado em outros locais.

Atualmente, o museu é um dos principais espaços de arte contemporânea do mundo, com acervo permanente e exposições de artistas como Jean-Michel Basquiat, Richard Serra e Louise Bourgeois. Bilbao também é um exemplo de inovação arquitetônica, com estruturas como a Ponte Zubizuri, de Santiago Calatrava, e o centro cultural Azkuna Zentroa, um antigo armazém de vinhos do século XX convertido em espaço criativo.

4. Atenas, Grécia

Getty ImagesO Partenon (447 a.C.) na Acrópole de Atenas, Grécia

Berço da filosofia, democracia e teatro, Atenas é um museu a céu aberto repleto de monumentos históricos e uma cena urbana dinâmica. A Acrópole, o Partenon e a Antiga Ágora são visitas essenciais, mas cada canto da cidade revela histórias de mitologia, inovação e produção artística. Além dos tesouros antigos, Atenas abriga uma cena contemporânea pulsante, com bairros boêmios, galerias e teatros de vanguarda. Em 2025, a Galeria Nacional sediará uma retrospectiva da obra de Panayiotis Tetsis, intitulada A obsessão do olhar. No Museu de Arte Cicládica, será possível visitar a exposição Marlene Dumas: Cycladic Blues.

5. Haia, Países Baixos

Getty ImagesBinnenhof (Parlamento Holandês), Haia (Den Haag), Países Baixos

Frequentemente ofuscada por Amsterdã, Haia é um centro cultural, histórico e político dos Países Baixos. Como capital administrativa e sede da monarquia, abriga museus de renome, marcos históricos e uma cena artística ativa. Quem não conseguiu ver a exposição de Vermeer no Rijksmuseum em 2024 pode visitar o Mauritshuis, onde está Moça com Brinco de Pérola, além de obras de Rembrandt e Holbein. O Gemeentemuseum conta com uma importante coleção do movimento De Stijl e obras de Mondrian. Já o Museu Escher exibe as composições visuais do artista. A cidade também permite conhecer a história política e real holandesa, com o Binnenhof — um dos parlamentos mais antigos da Europa — e o Palácio Noordeinde, residência oficial do rei.

6. Salzburgo, Áustria

Getty ImagesDistrito histórico de Salzburgo, Áustria

Salzburgo, cidade natal de Wolfgang Amadeus Mozart, é conhecida por sua arquitetura barroca, tradição musical e paisagens alpinas. Declarada Patrimônio Mundial pela UNESCO, a cidade abriga o Festival de Salzburgo, que celebra o legado de Mozart com óperas, concertos e peças teatrais durante o verão. O centro histórico (Altstadt) destaca-se por palácios, igrejas com cúpulas e praças elegantes. Entre os pontos principais estão o Palácio e Jardins Mirabell, a Fortaleza de Hohensalzburg e a Catedral de Salzburgo. Também é possível visitar os locais de filmagem do filme A Noviça Rebelde, como o Palácio Leopoldskron e as colinas da região.

7. Florença, Itália

Getty ImagesPanorama de Florença e Santa Maria da Flor em Florença, Itália

Conhecida como o berço do Renascimento, Florença é um dos destinos artísticos mais importantes do mundo. A cidade abriga obras consagradas, como O Nascimento de Vênus, de Botticelli, na Galeria Uffizi, e a escultura Davi, de Michelangelo, na Galleria dell’Accademia. A catedral (Duomo), com a cúpula projetada por Brunelleschi, é uma das maiores igrejas do mundo e exibe trabalhos de Michelangelo, Donatello e Giotto. Para quem desejar, é possível subir os 463 degraus estreitos da cúpula e ter uma vista panorâmica da cidade.

8. Basileia, Suíça

Getty ImagesCidade de Basileia na Suíça

Basileia, às margens do rio Reno, é conhecida pela feira de arte contemporânea Art Basel, que reúne artistas e colecionadores do mundo todo. A cidade tem mais de 40 museus, incluindo o Kunstmuseum (mais antigo da Suíça), a Fondation Beyeler e o Museu Tinguely, com obras que vão de Holbein a Rothko. Também é possível visitar a Catedral de Basileia e construções modernas projetadas por Herzog & de Meuron e Renzo Piano. Situada na fronteira com França e Alemanha, Basileia combina características culturais dos três países.

9. Paris, França

Getty ImagesVista de Paris com a Torre Eiffel

Paris é um dos principais centros culturais do mundo. O Louvre é visita obrigatória, com obras como Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, e Vênus de Milo, além de salas mais tranquilas, como as da ala Richelieu, com pinturas de Rubens, Rembrandt e Vermeer. Outros destaques são o Musée d’Orsay, instalado em uma antiga estação ferroviária, com acervo impressionista e pós-impressionista; o Museu Rodin e o Museu Picasso. Para arte contemporânea, a Fundação Louis Vuitton é referência. Amantes da literatura podem caminhar pelo Quartier Latin, visitar a livraria Shakespeare & Company e tomar um café no terraço do Les Deux Magots, frequentado por Sartre, Simone de Beauvoir e Picasso. Para música, há produções nos teatros Opéra Garnier e Opéra Bastille, além de casas de jazz na Rue des Lombards.

10. Londres, Inglaterra

Getty ImagesBig Ben com ponte sobre o Tâmisa, Londres, Inglaterra, Reino Unido

Londres abriga 857 galerias de arte públicas, muitas com entrada gratuita. A National Gallery e a National Portrait Gallery, ambas na Trafalgar Square, são bons pontos de partida para uma visita voltada à arte. A primeira possui várias salas dedicadas ao impressionismo, e nas proximidades, o Courtauld Institute of Art apresenta obras de Renoir, Manet e Cézanne. Outras galerias menos conhecidas também merecem destaque, como a Kenwood House, no alto de Hampstead Heath, com pinturas de Vermeer e Turner, e a Wallace Collection, com obras de Fragonard, Canaletto, Rubens e Ticiano.

O teatro é outro destaque da cidade: assistir a uma peça no West End costuma ser mais acessível do que em Nova York, e ver uma obra de Shakespeare no teatro Globe é uma experiência singular. Londres também tem uma cena musical ativa, com apresentações clássicas no Royal Festival Hall e no Royal Albert Hall. Locais como Ronnie Scott’s, Club 606 e Vortex são opções para fãs de jazz, assim como o EDF London Jazz Festival, realizado anualmente em novembro.

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