Localizada no Estreito de Sape, na Indonésia, a Ilha de Komodo é considerada uma das “Novas 7 Maravilhas da Natureza” e também foi reconhecida como Patrimônio Mundial pela Unesco. Sem aeroportos, estradas ou pontes, o único meio de acesso é por barco.
A forma mais completa de visitar e explorar a região é a bordo do AYANA Lako di’a, um iate de madeira construído no estilo phinisi, típico da província de South Sulawesi. “Lako di’a” significa “viagem segura” no idioma local Manggarai — nome condizente com a navegação em águas calmas e com o conforto oferecido nas viagens de dois e três dias anunciadas pela embarcação.

O Lako di’a conta com nove cabines com ar-condicionado, incluindo a suíte principal, que possui uma varanda espaçosa e banheira com vista para o mar. As áreas comuns, como sala de estar, lounge e bar, proporcionam integração entre os hóspedes — o tamanho reduzido dos grupos e as atividades compartilhadas facilitam o contato com visitantes de várias partes do mundo. O deque principal é amplo o bastante para quem prefere momentos mais tranquilos, como ler ou contemplar a paisagem. É também ali que são servidos o café da manhã, o almoço e o jantar ao ar livre. Já a proa é de fácil acesso e oferece uma vista privilegiada das ilhas da região.
No primeiro pôr do sol a bordo, o Lako di’a leva até a Ilha Kalong, onde é possível ter um primeiro contato com a natureza e a vida selvagem locais. Quando o céu se tinge de laranja, milhares de morcegos sobrevoam os barcos em direção à mata para se alimentar. Apesar do número impressionante de animais, eles passam longe das embarcações. É um espetáculo singular de se observar.

Após o jantar, recomenda-se dormir cedo para o embarque ao amanhecer rumo à Ilha Padar, onde ocorre uma trilha até o topo da ilha para assistir ao nascer do sol. A caminhada tem dificuldade moderada, com duração de cerca de 45 minutos e diversos pontos de descanso ao longo do trajeto — também é possível parar antes, caso não se deseje subir até o topo. Independentemente da altura alcançada, a vista compensa o esforço. Do lado leste, é possível ver o sol surgindo entre as ilhas e os barcos ancorados. Atrás, destaca-se a formação de três baías em formato de meia-lua.

A Ilha de Komodo é o destaque do passeio, e ao avistar os dragões é possível entender por que os cervos locais estão sempre em alerta. Trata-se dos maiores lagartos do mundo, podendo atingir até três metros de comprimento e consumir 80% de seu peso em uma única refeição. Eles não costumam ser agressivos com pessoas, mas todos os visitantes são obrigatoriamente acompanhados por um guia — e o bastão com duas pontas continua sendo o único equipamento necessário para garantir a segurança. O momento mais impactante é quando o animal abre completamente a mandíbula, revelando uma escuridão capaz de engolir uma cabra inteira.

Após as três paradas principais, ainda há diversas atividades em meio à natureza e ao mar. A região possui duas raras praias de areia rosa, ideais para banho de mar, mergulho com snorkel e piquenique. Nos cruzeiros de três dias, os visitantes também são levados às dunas de areia de Taka Makassar, a um mergulho em Manta Point — com a presença garantida de arraias-manta — e à Ilha Mawan, onde é possível nadar, fazer trilhas ou apenas descansar na praia. Durante todo o trajeto, há opções de stand-up paddle e caiaque. Também pode ser organizado um jantar privativo em uma ilha deserta.

O hotel AYANA Komodo Waecicu Beach, cinco estrelas, está localizado na Ilha Flores, a poucos minutos de carro do Aeroporto Internacional Regional de Komodo. Vale lembrar que o aeroporto não fica na Ilha de Komodo (é necessário fazer o trajeto de barco), por isso a combinação entre a estadia no resort e o cruzeiro no Lako di’a é altamente recomendada. O hotel está de frente para o mar, com vista para o pôr do sol a partir dos quartos, dos restaurantes e das piscinas.
Há três restaurantes no local: Kisik, especializado em frutos do mar; Rinca, com culinária internacional; e HonZEN, com pratos japoneses. O bar na cobertura oferece vista para o pôr do sol, além de bares na piscina e no final do píer. Além das piscinas e da praia principal, o resort conta com uma praia exclusiva em uma ilha próxima, acessível de barco. O hotel mantém ainda um programa de conservação marinha, onde o biólogo residente apresenta o viveiro de corais e explica o funcionamento do ecossistema marinho local.