Francisco Brennand transformava barro em mitologia. Ovos, pássaros míticos, deuses imaginários e grafismos cerâmicos deram forma a uma obra que atravessa o tempo e segue pulsando no ateliê-museu que leva seu nome, no Recife. É nesse imaginário ancestral e visionário que a Sauer buscou inspiração para sua nova linha de joias, apresentada sob a direção criativa de Stephanie Wenk.
A proposta não é apenas estética: é um mergulho no universo do artista. A joalheria, fundada em 1941, recria o diálogo entre matéria viva e o artesanal — território onde Brennand sempre se moveu com naturalidade. Em parceria com a Oficina Francisco Brennand, desenvolveu cerâmicas inéditas para incorporar às peças, além de explorar pedras como turmalinas verdes, água-marinha, limestone fóssil e diamantes.

Mais do que reproduzir símbolos, a linha revisita a lógica própria do artista: o ovo como gênese, o fogo como vibração primordial, o pássaro como força mítica. Tudo em composições que transitam entre orgânico e geométrico, memória e futuro. “É um ato de domesticar a matéria, transformando minerais em narrativa e poesia”, define Wenk.

Para a diretora criativa, o encontro entre a joalheria e a obra de Brennand revela uma nova camada de diálogo entre arte e memória. “A aproximação com o universo de Brennand nos levou a traduzir seus signos centrais para o território da joalheria. Elementos como o ovo, as formas da natureza e referências à origem da vida foram reinterpretados em uma coleção que une escultura e ourivesaria. O resultado é um conjunto de peças que equilibram herança e inovação, com materiais que carregam memória e se atualizam em novas narrativas”, diz Stephanie Wenk.

Composta por 12 peças exclusivas, a coleção Brennand será lançada em dois momentos estratégicos: no dia 5 de setembro, durante a The Armory Show, em Nova York, e em 10 de setembro, na ArtRio, no Rio de Janeiro.
