Paris amanheceu em choque no último domingo (19) após um dos episódios mais audaciosos de sua história recente. O Museu do Louvre foi palco de um roubo cinematográfico que resultou no furto de oito joias de “inestimável valor patrimonial”, segundo o governo francês.
De acordo com o Ministério da Cultura da França, que confirmou o crime em comunicado oficial, os ladrões ainda tentaram levar um nono item: a coroa da imperatriz Eugênia de Montijo (1853–1870), esposa de Napoleão III. A peça, porém, acabou sendo deixada para trás durante a fuga.
O ataque aconteceu pouco depois da abertura do museu, na Galerie d’Apollon (Galeria de Apolo) — um salão dourado e ricamente decorado, encomendado pelo rei Luís XIV, onde estão guardadas as joias da coroa francesa. Os criminosos entraram por uma janela e usaram um elevador de serviço, destinado ao transporte de móveis, para acessar o local. Com uma espécie de motosserra equipada com discos de corte, conseguiram romper as vitrines que protegiam as peças.
Confira quais foram as joias roubadas:
Em uma ação que durou apenas quatro minutos, o grupo — formado por quatro homens com os rostos cobertos — fugiu em scooters levando os oito itens datados da era napoleônica. Durante a fuga, deixaram cair um nono objeto. “Tudo isso demonstra um alto nível de preparação”, afirmou a promotora de Paris, Laure Beccuau, em entrevista à emissora francesa BFM TV.
As autoridades francesas investigam a possível participação de “patrocinadores ou cúmplices internos” no crime. Embora não se descarte uma interferência estrangeira, essa “não é a principal hipótese”, segundo Beccuau. Entre as linhas de investigação, a polícia considera duas possibilidades: o roubo pode ter sido encomendado por um colecionador privado, ou as peças podem ter sido levadas para serem desmontadas, com as pedras preciosas vendidas separadamente.
Uma operação de grande escala foi lançada em Paris para identificar e capturar os responsáveis. Enquanto isso, o Louvre segue parcialmente fechado ao público até que uma nova avaliação de segurança seja concluída. Em nota, o Ministério da Cultura francês classificou o furto como “um golpe no patrimônio francês” e destacou que as joias roubadas “fazem parte da história e da identidade cultural da França”. O museu permanece fechado nesta segunda-feira (20).