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Jogos Olímpicos de Inverno: 13 Países Pagarão R$ 520.000 (ou Mais) a Medalhistas de Ouro

O Comitê Olímpico do Brasil paga R$ 350.000 para cada medalhista de ouro

10 min

Cada uma das medalhas de ouro que serão concedidas nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 contém seis gramas do metal precioso, envolvendo 500 gramas de prata — juntas, valendo mais de US$ 2.000 (cerca de R$ 10.500), em parte graças às valorizações históricas de ambos. Mas, para atletas de certos países, o valor dessa medalha será muito maior.

A Forbes contatou os comitês olímpicos nacionais ou ministérios do esporte de todos os 92 países e territórios participantes dos Jogos Milão-Cortina e confirmou que pelo menos 37 deles estão oferecendo bônus em dinheiro a qualquer atleta que conquiste medalhas durante .

Os possíveis prêmios por uma medalha de ouro em modalidades individuais variam de cerca de US$ 3.000 para atletas da Nova Zelândia a US$ 787.000 para atletas de Singapura, convertidos para dólares americanos com base nas taxas de câmbio de quarta-feira. No total, 13 países e territórios se comprometeram a pagar pelo menos US$ 100.000 a qualquer medalhista de ouro individual. (Três outras delegações — Bósnia e Herzegovina, Macedônia do Norte e Romênia — disseram que os valores exatos dos pagamentos únicos ainda não foram determinados, e Luxemburgo afirmou que manteria seus acordos de bônus confidenciais.)

Esses bônus vêm além de bolsas de treinamento, subsídios e outros benefícios, como bolsas de estudo e seguro médico, que podem ser concedidos a atletas de elite. (Uma nova vantagem para a equipe dos EUA: graças a uma doação de US$ 100 milhões de Ross Stevens, fundador do Stone Ridge Holdings Group, cada atleta olímpico e paralímpico dos EUA receberá US$ 100.000 para aposentadoria, independentemente de seus resultados nos Jogos, e suas famílias receberão US$ 100.000 adicionais após sua morte.)

Em alguns casos, os pagamentos se estendem até para atletas que terminam fora do pódio. Por exemplo, embora os dois esquiadores alpinos que representarão a pequena ilha de Chipre sejam azarões para os US$ 177.000 que o comitê olímpico do país oferece por uma medalha de ouro, eles ainda podem receber cerca de US$ 94.000 por um quarto lugar. Mesmo um 16º lugar renderia US$ 12.000.

A forma como cada país calcula seus bônus pode variar. Nos Estados Unidos, que estão no meio da tabela de prêmios com US$ 37.500 para medalhistas de ouro, todos os atletas recebem o mesmo valor do Comitê Olímpico e Paralímpico dos EUA, independentemente de competirem em esportes individuais ou por equipe. Já a Tchéquia trabalha com uma tabela que lista 12 recompensas diferentes com base no número de atletas na prova. Assim, enquanto um campeão de skeleton, por exemplo, pode receber US$ 117.000, um medalhista de ouro no hóquei no gelo masculino ganharia cerca de US$ 31.000.

Outra diferença importante é como cada país trata atletas que ganham múltiplas medalhas. Por exemplo, americanos recebem o valor integral do bônus para cada pódio, enquanto a compensação de medalhistas finlandeses é limitada a cerca de US$ 118.000 — o equivalente a dois bônus de ouro individual.

Dependendo do país, o pagamento pode vir do comitê olímpico nacional, do governo — ou de ambos — e o dinheiro nem sempre é destinado apenas ao atleta. Na Eslovênia, por exemplo, o comitê olímpico e o Ministério da Economia, Turismo e Esporte contribuem com um total de US$ 162.000, divididos igualmente entre o medalhista de ouro individual e seu treinador. Na Nova Zelândia, os atletas não recebem compensação diretamente de seu comitê olímpico, mas o patrocinador de uniformes da equipe, Kathmandu, prometeu pagar cerca de US$ 3.000 a medalhistas de ouro individuais.

Os benefícios muitas vezes vão muito além dos pagamentos únicos. Os bônus de medalha são isentos de impostos em países como a Alemanha, que concederá aproximadamente US$ 35.000 a cada campeão olímpico, e para americanos com renda total inferior a US$ 1 milhão. Na Croácia, quando medalhistas de ouro completam 55 anos, recebem uma bolsa mensal equivalente ao salário líquido médio do país (atualmente cerca de US$ 1.600). Noruegueses que ganham qualquer medalha recebem automaticamente cerca de US$ 17.000 por ano, e medalhistas da Macedônia do Norte recebem um auxílio mensal vitalício — cerca de US$ 1.300 para quem conquista o ouro, ou 1,5 vez o salário líquido médio nacional.

Medalhistas de ouro individuais da Polônia, por sua vez, podem receber não apenas cerca de US$ 210.000 em dinheiro e prêmios do Comitê Olímpico Polonês, mas também um Toyota Corolla, um apartamento mobiliado de dois quartos, uma pintura, um voucher de viagem e joias no valor de até US$ 800.

Nem todos os países são tão generosos com seus medalhistas, claro. Irlanda e Grã-Bretanha, por exemplo, não pagam bônus diretamente ligados ao desempenho além do financiamento geral destinado a atletas de elite.

Para outras nações, porém, os pagamentos podem se acumular rapidamente. A Forbes estimou que a Itália teve uma conta de mais de US$ 2,7 milhões por suas 17 medalhas nos Jogos de Inverno de 2022 em Pequim — e, com o país novamente oferecendo 180.000 euros (US$ 213.000) a campeões olímpicos, sua fatura este ano quase certamente será alta.

Isso não incomoda o país anfitrião dos Jogos. Observando que atletas italianos receberão bônus por cada medalha conquistada, sem limite máximo, o comitê olímpico do país disse à Forbes: “Esperamos que isso aconteça.”

O Comitê Olímpico do Brasil paga R$ 350.000 para cada medalhista de ouro. A seguir estão 13 países e territórios que oferecem pagamentos de seis dígitos para medalhistas de ouro individuais nos Jogos Olímpicos de 2026.

Singapura: US$ 787.000

Singapura participou de apenas uma edição anterior dos Jogos de Inverno — em 2018, com a patinadora de velocidade em pista curta Cheyenne Goh, que terminou em 28º lugar nos 1.500 metros femininos — e novamente terá apenas um atleta este ano: o esquiador alpino Faiz Basha. Assim como as pistas em que compete, as chances de ele conquistar uma medalha são íngremes, mas a oferta do bônus não é puramente teórica. Nos Jogos Olímpicos de Verão de 2024 em Paris, Max Maeder, de Singapura, ganhou bronze no kitesurf masculino e recebeu quase US$ 200.000.

Hong Kong: US$ 768.000

O Instituto Esportivo de Hong Kong — que treina atletas da cidade, que compete independentemente nos Jogos desde 1952 — e o Hong Kong Jockey Club, organização de corridas de cavalos conhecida por grandes doações filantrópicas, oferecem incentivos financeiros que começam em US$ 48.000 por um oitavo lugar. O território, que enviou esquiadores alpinos e patinadores de velocidade em pista curta à Itália este ano, ainda não ganhou medalhas nos Jogos de Inverno, mas vem de sua melhor participação em Jogos de Verão, com quatro medalhas — incluindo dois ouros — em Paris 2024.

Polônia: US$ 355.000

Os US$ 355.000 disponíveis para medalhistas de ouro poloneses em esportes individuais incluem US$ 210.000 do comitê olímpico do país — um grande salto em relação aos cerca de US$ 82.000 pagos nos Jogos de Verão de 2024. O governo polonês, por sua vez, aprovou prêmios únicos de US$ 31.000, além de uma “bolsa” mensal de quase US$ 5.000 por dois anos. Medalhistas também podem receber pensão aos 40 anos, e treinadores principais de campeões serão recompensados com cerca de US$ 56.000 do comitê olímpico e US$ 8.000 do governo.

Cazaquistão: US$ 250.000

Atletas cazaques são recompensados por terminar entre os seis primeiros, mas a diferença entre terceiro (US$ 75.000) e sexto (US$ 5.000) é grande. O país não subiu ao pódio em Pequim 2022, mas tem boas chances este ano com o patinador de velocidade em pista curta Denis Nikisha, porta-bandeira na abertura e medalhista de prata nos 500 metros nos dois últimos mundiais.

Itália: US$ 213.000

Como país anfitrião, a Itália se classifica automaticamente para todas as provas, elevando sua já forte delegação para 196 atletas — 12 a mais do que seu recorde anterior de inverno, estabelecido em Turim 2006. (Apenas EUA e Canadá enviam mais atletas este ano.) A Itália, cujos bônus começam em cerca de US$ 71.000 para bronze, conquistou 17 pódios em 2022, mas tem ainda mais sucesso nos Jogos de Verão, onde ganhou 40 medalhas em Paris 2024 — gerando quase US$ 11 milhões em pagamentos, segundo cálculos da Forbes.

Chipre: US$ 177.000

As remotas chances de Chipre dependem dos esquiadores alpinos Yianno Kouyoumdjian e Andrea Loizidou, seus únicos representantes este ano. O país nunca ganhou medalha de inverno, mas participa desde 1979. No verão, teve mais sucesso, com o velejador Pavlos Kontides ganhando prata em 2012 e 2024.

Bulgária: US$ 151.000

Buscando sua primeira medalha de inverno desde 2006, a presidente eleita do comitê olímpico búlgaro, Vesela Lecheva, disse que a equipe deste ano é a melhor da história do país. No entanto, disputas internas pelo controle da entidade levaram o COI a suspender pagamentos ao comitê búlgaro.

Lituânia: US$ 133.000

Para atletas que terminam entre os oito primeiros, o governo lituano concede prêmios baseados no “benefício social básico” (cerca de US$ 87 em 2026). Os valores começam em cerca de US$ 7.000 — 77 vezes esse benefício. Treinadores recebem metade do prêmio do atleta em caso de medalha.

Kosovo: US$ 130.000

Kiana Kryeziu e Drin Kokaj são os únicos atletas kosovares na Itália. Se vencerem ouro, receberão cerca de US$ 118.000 do Ministério da Cultura, Juventude e Esporte e US$ 12.000 do Comitê Olímpico de Kosovo. Além disso, qualquer atleta kosovar que quebrar um recorde olímpico receberá cerca de US$ 236.000.

Estônia: US$ 118.000

Com menos de 1,4 milhão de habitantes, a Estônia enviará 32 atletas — uma proporção per capita muito superior à dos EUA. O país teve sucesso histórico no esqui cross-country, mas sua única medalha de 2022 foi o bronze de Kelly Sildaru no slopestyle feminino.

República Tcheca: US$ 117.000

A Tchéquia concede prêmios iguais a olímpicos e paralímpicos, começando em cerca de US$ 58.000 por bronze individual. Com David Pastrnak liderando o time, os tchecos são fortes candidatos no hóquei masculino, e contam com lendas como Martina Sáblíková e Ester Ledecká.

Espanha: US$ 111.000

Com apenas cinco medalhas de inverno na história, a Espanha é favorita no esqui de montanha — nova modalidade olímpica. Medalhistas receberão entre US$ 35.000 e US$ 111.000 em provas individuais; na prova mista, cada membro da equipe receberá entre US$ 30.000 e US$ 89.000.

Grécia: US$ 106.000

O governo grego pagará cerca de US$ 106.000 por ouro, US$ 71.000 por prata e US$ 59.000 por bronze. Se o país conquistar sua primeira medalha de inverno, o comitê olímpico poderá conceder valores adicionais — como fez em Paris 2024, quando pagou cerca de US$ 35.000 por ouro, US$ 24.000 por prata e US$ 18.000 por bronze.

*Matéria originalmente publicada em Forbes.com

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