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US$ 108 Milhões em Prêmios, 700 Mil Drinks: O US Open 2026 em Números

Do preço dos assentos à beira da quadra ao valor dos cheques dos campeões, confira 17 números que ajudam a entender o último Grand Slam do ano

12 min

O líder do ranking masculino, Jannik Sinner, está fora do torneio por causa de uma lesão no joelho. Já Serena Williams, que voltou às quadras neste ano, após quase quatro anos afastada, decidiu disputar a competição de duplas, mas não a de simples no US Open.

Ainda assim, qualquer que seja o impacto da ausência de algumas das grandes estrelas do último Grand Slam do ano, a paixão dos fãs pelo tênis não diminuiu.

Com o início do US Open neste domingo (30), no Queens, em Nova York, os preços dos ingressos estão disparando. Na semana passada, o ingresso mais barato disponível para a primeira rodada custava US$ 197 (cerca de R$ 1.000 na cotação atual), segundo o TicketData.com, alta de 33% em relação a 2025.

Já os ingressos para as finais feminina e masculina eram vendidos por uma média de US$ 534 (R$ 2.776), aumento de 19%. E, na quinta-feira, os valores estavam ainda mais altos. Um ingresso de acesso ao complexo para a sessão de abertura de domingo custava a partir de US$ 277 (R$ 1.440) na SeatGeek — mais de quatro vezes o preço original de US$ 65 (R$ 338) —, enquanto o ingresso mais barato encontrado para a final masculina, em 13 de setembro, custava US$ 617 (R$ 3.208).

Confira outros 17 números que ajudam a entender o US Open 2026

US$ 5,5 milhões

O valor que será pago aos campeões dos torneios de simples masculino e feminino neste ano.

O valor supera o recorde de US$ 5 milhões (R$ 26 milhões) pagos aos campeões do US Open de 2025 e também é maior do que a premiação dos outros três Grand Slams deste ano: US$ 4,9 milhões (R$ 25,4 milhões) em Wimbledon, US$ 3,3 milhões (R$ 17,1 milhões) no Aberto da França e US$ 3 milhões (R$ 15,5 milhões) no Aberto da Austrália, considerando as taxas de câmbio atuais.

US$ 1 milhão

A premiação para a dupla campeã das duplas mistas.

O US Open aumentou significativamente a premiação da modalidade em 2025, de US$ 200 mil (R$ 1 milhão) pagos à dupla campeã no ano anterior para US$ 1 milhão (R$ 5,1 milhões), em uma tentativa de atrair mais jogadores de alto nível e despertar maior interesse pela competição.

E a estratégia está funcionando: depois de apenas dois tenistas de simples bem ranqueados terem participado das duplas mistas no torneio de 2024, a edição de 2025, repleta de estrelas, atraiu 78 mil torcedores em dois dias.

Neste ano, a competição contou com duplas como Aryna Sabalenka e Novak Djokovic, o casal Gaël Monfils e Elina Svitolina, além de Félix Auger-Aliassime e da sensação filipina Alexandra Eala, talvez a principal promessa em ascensão do circuito da WTA.

A dupla tcheca formada por Karolina Muchova e Jakub Mensik acabou levando o grande prêmio na quarta-feira, mas o maior chamariz da chave foi a parceria entre Carlos Alcaraz e Serena Williams, que voltou a jogar no Arthur Ashe Stadium pela primeira vez desde sua despedida temporária do tênis, em 2022.

Sarah Stier/Getty ImagesCarlos Alcaraz e Serena Williams competiram nas duplas mistas do US Open, marcando o retorno de Alcaraz às quadras após uma lesão no pulso e o primeiro jogo de Williams no Arthur Ashe Stadium desde 2022

US$ 108 milhões

A remuneração total oferecida aos jogadores no US Open deste ano.

O valor representa uma alta de 20% em relação aos US$ 90 milhões (R$ 468 milhões) de 2025 e de 44% ante os US$ 75 milhões (R$ 390 milhões) de 2024.

A quantia inclui não apenas as premiações das competições de simples, duplas, duplas mistas e tênis em cadeira de rodas, mas também pagamentos aos jogadores para ajudar a cobrir despesas com passagens aéreas e hospedagem, além de US$ 2 milhões (R$ 10,3 milhões) destinados à criação de um “programa de apoio aos jogadores”, voltado a auxiliar em questões pessoais e profissionais que surgem no meio da carreira e na transição para a aposentadoria.

Até os jogadores eliminados na primeira rodada da chave principal de simples receberão US$ 140 mil (R$ 728 mil) neste ano, um aumento de 27% em relação aos US$ 110 mil (R$ 572 mil) de 2025.

US$ 560 milhões

A receita operacional do US Open de 2024.

A Associação de Tênis dos Estados Unidos (USTA, na sigla em inglês) informa o valor em seu balanço financeiro anual, sendo 2024 o ano mais recente com dados divulgados. As despesas operacionais do torneio naquele ano, por sua vez, totalizaram US$ 282 milhões (R$ 1,46 bilhão).

O modelo de negócios dos torneios de Grand Slam está atualmente sob escrutínio, porque os principais jogadores vêm pressionando por uma parcela maior da receita destinada às premiações. Em maio, eles se retiraram de compromissos com a imprensa durante o Aberto da França em protesto, o que ajudou a levar à criação, neste mês, de um conselho consultivo de jogadores dos Grand Slams.

A premiação total de US$ 75 milhões (R$ 390 milhões) do US Open em 2024 correspondeu a 13,4% da receita do torneio naquele ano. Em Wimbledon, o percentual seria de 14,4%. Os jogadores esperam pressionar os Grand Slams a alcançar o patamar de 22% adotado pelos seis torneios combinados de nível 1000 da ATP e da WTA.

+240

A cotação de Carlos Alcaraz para conquistar seu terceiro título de simples do US Open e seu oitavo Grand Slam.

A cotação registrada na quinta-feira pela FanDuel significa que uma aposta de US$ 100 (R$ 520) renderia US$ 240 (R$ 1.247) de lucro; a casa rival DraftKings estabelecia a cotação em +250. Já os mercados de previsão Kalshi e Polymarket dão ao espanhol 28% e 27% de chance, respectivamente, de conquistar o título.

Aos 23 anos, Alcaraz retorna ao torneio após uma lesão no pulso e se tornou o favorito depois que Jannik Sinner desistiu do US Open por causa de uma lesão.

A rivalidade entre os dois também se estende para fora das quadras: pelo segundo ano consecutivo, eles são os dois tenistas mais bem pagos do mundo. Sinner aparece à frente de Alcaraz nos últimos 12 meses, com US$ 58 milhões (R$ 301,5 mihões) contra US$ 53,7 milhões (R$ 279,2 milhões), segundo estimativas da Forbes.

+320

A cotação de Aryna Sabalenka para conquistar novamente o título de simples feminino.

A cotação, idêntica na DraftKings e na FanDuel, coloca a bielorrussa de 28 anos à frente de um grupo de candidatas que inclui Coco Gauff, Iga Swiatek, Naomi Osaka e Elena Rybakina. Kalshi e Polymarket estimam em 23% e 22%, respectivamente, as chances de Sabalenka.

Campeã em 2024 e 2025, ela seria a primeira mulher a conquistar três títulos consecutivos de simples no torneio desde a sequência de Serena Williams entre 2012 e 2014.

Al Bello/Getty ImagesSabalenka, campeã do US Open em 2024 e 2025, pode se tornar a primeira mulher a conquistar três títulos consecutivos de simples no torneio desde Serena Williams

66

O número de horas que a Tiffany & Co. leva para produzir os troféus de simples do US Open.

Com cerca de 4 quilos cada e 46 centímetros de altura, os troféus são produzidos em Rhode Island ao longo de aproximadamente seis meses. Em abril, o troféu conquistado por Boris Becker em 1989 foi vendido por US$ 357,54 mil (R$ 1,85 milhão), incluindo a comissão paga pelo comprador, em um leilão público.

315

O número de integrantes da equipe de boleiros do US Open.

Nos últimos anos, mais de mil pessoas se candidataram para fazer parte da equipe, mas apenas 80 vagas foram abertas para novos integrantes em 2025.

A Ralph Lauren, responsável pelos uniformes da equipe de boleiros e de todos os oficiais que atuam nas quadras desde 2005, continuará no posto até 2032, após anunciar, em outubro, a renovação do patrocínio por mais seis anos.

905.255

O público das chaves principais de simples e das duplas masculina e feminina em 2025.

O número representou um aumento de 9% em relação a 2024 e ultrapassou 900 mil pessoas pela primeira vez na história. O público total do US Open ao longo das três semanas foi de 1.144.562 pessoas, também 9% acima do ano anterior. O número inclui os 239.307 visitantes que participaram da semana de atividades para fãs realizada antes do início do torneio.

42

O número de horas de cobertura do US Open que a ESPN transmitirá sob a marca RedZone.

A emissora, que adquiriu os direitos do NFL RedZone ao concluir a compra da NFL Network em janeiro, aplicará a identidade visual e o estilo de transmissão acelerado e itinerante do canal às transmissões do US Open na ESPN Unlimited, das 11h às 18h no horário do leste dos Estados Unidos, durante os seis primeiros dias do torneio, segundo a Front Office Sports.

738.459

O número de coquetéis Honey Deuce vendidos no US Open de 2025.

A bebida oficial do torneio — uma variação de uma limonada de framboesa com vodka Grey Goose e bolinhas de melão cantalupo como guarnição — foi lançada em 2007 e continua ganhando popularidade.

As vendas cresceram 32% no ano passado em relação a 2024, impulsionadas também por um sistema que permite aos bartenders preparar o coquetel em apenas 12 segundos.

O preço foi aumentado meia dúzia de vezes desde a estreia da bebida, mas os fãs que forem ao torneio de 2026 poderão comprar um Honey Deuce por US$ 23 (R$ 119,5), incluindo o copo de souvenir, pelo terceiro ano consecutivo.

Erick W. Rasco/Sports Illustrated/Getty ImagesSistema do US Open permite que os bartenders preparem os coquetéis Honey Deuce em apenas 12 segundos

US$ 2.333

O preço original de um assento premium à beira da quadra no Arthur Ashe Stadium.

Até o fim de maio, a Associação de Tênis dos Estados Unidos, responsável pela organização do US Open, já havia vendido a maior parte dos ingressos mais caros para assinantes e clientes corporativos, deixando os torcedores em busca de assentos premium em sites de revenda.

Esses assentos também terão um novo visual neste ano, enquanto o Billie Jean King National Tennis Center passa por uma reforma de US$ 800 milhões (R$ 4,15 bilhões). O número de assentos na área à beira da quadra do Ashe Stadium quase dobrou, chegando a 5 mil. Haverá ainda três áreas VIP temporárias, número que deverá aumentar em mais seis em 2027, segundo o Athletic.

Enquanto isso, a área de camarotes localizada no meio do estádio foi reduzida para cerca de 2.500 assentos, ante 6 mil anteriormente.

Al Bello/Getty ImagesO Arthur Ashe Stadium e o restante do Billie Jean King National Tennis Center estão passando por uma reforma de US$ 800 milhões

US$ 100

O custo de 1.000 ingressos que o prefeito Zohran Mamdani conseguiu para moradores de Nova York.

Os ingressos, que incluíam assentos no Arthur Ashe Stadium e no Louis Armstrong Stadium, além de entradas para o complexo, foram rapidamente adquiridos pelos moradores locais na quarta-feira e não podem ser revendidos pela Ticketmaster, segundo o Athletic.

Mamdani também negociou a redução do preço de 1.000 ingressos para US$ 50 (R$ 260) para jogos da Copa do Mundo no MetLife Stadium, no vizinho estado de Nova Jersey, e distribuiu 600 ingressos gratuitos para a cerimônia na Prefeitura de Nova York que celebrou o título da NBA conquistado pelo New York Knicks em junho.

15

O número aproximado de criadores de conteúdo digitais que produzirão material pelo US Open.

Ao todo, a Associação de Tênis dos Estados Unidos aprovou credenciais para quase 100 criadores, quase o dobro dos 54 credenciados no programa-piloto de 2025, segundo a Front Office Sports.

Os organizadores do evento estão particularmente concentrados no YouTube, enquanto buscam consolidar o US Open como um acontecimento cultural.

23

O número de anos desde que um tenista americano venceu o torneio.

Segundo as casas de apostas, as principais esperanças dos Estados Unidos são Ben Shelton, número 9 do ranking, que venceu o Aberto do Canadá neste mês enquanto se preparava para o torneio, e Taylor Fritz, número 10, campeão de outro torneio preparatório em Washington, D.C.

Eles se juntam a outros quatro americanos entre os 25 primeiros do ranking da ATP. O último homem nascido nos Estados Unidos a conquistar o US Open foi Andy Roddick, que hoje comanda o que é provavelmente o podcast de tênis mais popular do mundo, depois de passar mais de uma década longe dos holofotes.

7

O número de tenistas que conquistaram o título de simples masculino do US Open pelo menos três vezes na Era Aberta do tênis.

Se o pulso de Carlos Alcaraz resistir em seu retorno de uma lesão que o obrigou a perder tanto o Aberto da França quanto Wimbledon, o campeão de 2022 e 2025 poderá elevar esse número para oito, aos 23 anos.

Enquanto isso, Novak Djokovic, 16 anos mais velho que Alcaraz, poderá igualar Roger Federer, Pete Sampras e Jimmy Connors no recorde masculino da Era Aberta, com seu quinto título no torneio. A conquista também ampliaria seu recorde geral de títulos de Grand Slam em simples para 25.

US$ 194,7 milhões

O total de prêmios em dinheiro que Novak Djokovic acumulou na carreira no circuito da ATP.

Outro título do US Open faria de Djokovic o primeiro tenista a alcançar pelo menos US$ 200 milhões (R$ 1 bilhão) em premiações.

Rafael Nadal, que se aposentou em 2024 aos 38 anos, ocupa o segundo lugar no ranking histórico, com US$ 134,9 milhões (R$ 701,4 milhões), enquanto Roger Federer aparece em terceiro, com US$ 130,6 milhões (R$ 679,1 milhões).

Serena Williams vem em seguida na lista geral de premiações — e é a primeira entre as mulheres —, com US$ 94,9 milhões (R$ 493,4 milhões) acumulados no circuito da WTA.

*Reportagem publicada originalmente em Forbes.com

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