A cidade de São Paulo se prepara para sediar um dos maiores e mais ambiciosos festivais de inovação e economia criativa do mundo. O evento, batizado de SP2B, teve sua largada oficial no último domingo com uma prévia de luxo, a “Première Edition”, que reuniu no Auditório Ibirapuera nomes de peso como o historiador Yuval Noah Harari, o lendário Gilberto Gil e a presença de Hugh Forrest, diretor do renomado SXSW, que agora se junta à equipe de curadoria e gestão do festival paulistano.
O evento de lançamento não foi apenas uma amostra, mas um prenúncio do que a cidade pode esperar em agosto de 2026. Na sua primeira edição oficial, o SP2B ocupará praticamente todo o Parque Ibirapuera por oito dias, com mais de 750 painéis, 20 palcos e uma expectativa de público de mais de 500 mil pessoas. O festival, idealizado por Rafael Lazarini, promete uma experiência imersiva e abrangente, conectando temas que vão da tecnologia à gastronomia, da arte à ciência, com o objetivo de discutir o futuro sustentável das cidades e os novos modelos de negócios.
“A Première Edition é mais do que um evento-teste, é a primeira amostra tangível de um projeto que nasce com ambição global, mas com raízes profundas em São Paulo. O SP2B foi concebido para romper a lógica tradicional de conferências e festivais de negócios e tecnologia, colocando o ser humano e o impacto social no centro da conversa.”, explica Lazarini.
A união entre reflexão, estratégia e cultura
O DNA do SP2B é a fusão de diferentes pilares. A sessão inaugural, no Auditório Ibirapuera, traduziu essa essência ao combinar a visão macro de Yuval Harari sobre os impactos da tecnologia na sociedade, a expertise de Hugh Forrest em transformar eventos em motores de inovação, e a potência cultural de Gilberto Gil, que encerrou a noite com um show inédito. Segundo Rafael Lazarini, essa combinação de “reflexão estratégica, impacto econômico e identidade cultural” é o que diferencia o evento.
Com o lema “Beyond Boundaries”, o SP2B se propõe a ser mais do que um festival: uma ferramenta para construir pontes. A iniciativa “Made in Sampa”, lançada no evento, visa fortalecer o ecossistema local e global, conectando pequenos e médios empreendedores, startups e grandes empresas. A ideia é posicionar São Paulo não apenas como um centro financeiro, mas como um polo global de talentos criativos e inovadores. “O DNA do evento está em combinar reflexão estratégica, impacto econômico e identidade cultural. Queremos que São Paulo seja percebida como um centro global de inovação, criatividade e cultura, sem perder sua diversidade e autenticidade.”, diz o idealizador do Sp2B.
Um evento que se espalha pela cidade
A experiência do SP2B não se limitará ao Parque Ibirapuera. A programação, organizada como um “sistema de metrô” com “estações” temáticas em diferentes edifícios do parque, se espalhará pela capital com eventos, roteiros gastronômicos e parcerias com comunidades e universidades. A inclusão é um pilar fundamental: o evento dedicará um dia inteiro para a formação e desenvolvimento de profissionais de regiões menos favorecidas, oferecendo acesso gratuito a palestras e mentorias com líderes de mercado.
Com o apoio do Governo e da Prefeitura de São Paulo, o SP2B nasce com a ambição de colocar a cidade de vez no mapa global da inovação. Segundo Lazarini, o festival quer ser “um espaço para discutir o futuro sustentável das cidades em um planeta essencialmente urbano”. A presença de líderes internacionais já na “Première Edition” sinaliza o potencial do SP2B de ser uma plataforma onde São Paulo dialoga de igual para igual com os maiores polos de inovação do planeta.