China diz que vai cumprir acordo comercial com EUA mas responderá a 'bullying'

Relações entre Pequim e Washington são as piores em décadas já que ambos os países estão em conflito em várias frentes

Redação
Compartilhe esta publicação:
Aly Song/Reuters
Aly Song/Reuters

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores afirmou que a China espera que o acordo comercial com os EUA ainda possa ser implementado

Acessibilidade


A China afirmou hoje (16) que vai cumprir a fase 1 do acordo comercial com os Estados Unidos, mas alertou que responderá às táticas de “bullying” de Washington, conforme as relações continuam a se deteriorar.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Hua Chunying, também convidou o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, para ir à China e visitar a região de Xinjiang para ver que não há violações de direitos humanos, respondendo às sanções de Washington contra as minorias muçulmanas uigures que vivem lá.

LEIA MAIS: Tudo sobre finanças e o mercado de ações

As relações entre Pequim e Washington são as piores em décadas já que ambos os países estão em conflito em várias frentes, como a maneira como a China lidou com o surto de coronavírus, a nova lei de segurança nacional em Hong Kong, comércio e acusações de crimes de direitos humanos em Xinjiang.

O “New York Times” informou que os EUA estão avaliando uma proibição de viagens contra todos os membros do Partido Comunista da China.

Inscreva-se para receber a nossa newsletter
Ao fornecer seu e-mail, você concorda com a Política de Privacidade da Forbes Brasil.

Hua disse a repórteres durante entrevista diária que tal proibição, se verdadeira, seria “patética”.

Questionada se as sanções recentes de Washington vão impactar o acordo comercial, Hua afirmou que a China espera que o acordo ainda possa ser implementado.

“Nós sempre implementamos nossos compromissos, mas sabemos que alguns nos EUA estão oprimindo a China e fazendo bullying contra a China”, disse ela.

“Como um Estado soberano independente, a China precisa responder às práticas de bullying pelo lado dos EUA; temos que dizer não, precisamos dar respostas e adotar medidas reativas.” (Com Reuters)

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Participe do canal Forbes Saúde Mental, no Telegram, e tire suas dúvidas.

Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store.

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Compartilhe esta publicação: