Ibovespa fecha em queda com receios fiscais e acumula 1ª perda mensal desde março

Índice de referência do mercado acionário brasileiro caiu 2,09%, pouco acima dos 100 mil pontos

Redação
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Westend61/Getty Images
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Ibovespa encerrou agosto com declínio acumulado de 2,82%, primeira perda mensal desde março

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O Ibovespa fechou em queda hoje (31), com preocupações sobre a situação fiscal no país ainda minando o sentimento dos investidores, no começo de uma semana com agenda econômica de peso, incluindo esperada definição de auxílio emergencial e desempenho do PIB brasileiro no segundo semestre.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 2,09%, a 100.006,95 pontos, encerrando agosto com declínio acumulado de 2,82%, primeira perda mensal desde março, conforme dados preliminares, que mostravam um giro financeiro de R$ 21,7 bilhões na sessão.

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Após calcular uma queda de quase R$ 100 bilhões nas receitas em 2021, a equipe econômica aumentou o rombo primário previsto para o governo central a R$ 233,6 bilhões em seu projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) do ano que vem, encaminhado nesta segunda-feira ao Congresso.

Investidores agora aguardam a definição do valor do auxílio emergencial, prevista no mercado para amanhã (1). Segundo o estrategista Renato Chanes, da Santander Corretora, a falta de definição sobre a fonte de financiamento do Renda Brasil, que substituirá o Bolsa Família, vem gerando dúvidas no mercado sobre o orçamento e o compromisso com o teto de gastos em 2021.

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A terça-feira também tem na pauta o desempenho do PIB do país no segundo trimestre, com projeções compiladas pela Refinitiv apontando contração de 9,4% em relação ao primeiro trimestre e de 10,7% ano a ano.

A cena fiscal brasileira mais uma vez descolou o Ibovespa do desempenho de Wall Street, onde o S&P 500 fechou com variação negativa pequena, após renovar máxima histórica mais cedo e fechar o mês com o maior ganho percentual para agosto desde 1986.

Da cena corporativa, IRB Brasil RE figurou entre as maiores quedas, com declínio de 4,5%, após prejuízo líquido de R$ 685,1 milhões de abril a junho, uma vez que efeitos cambiais e impactos da pandemia de Covid-19 pressionaram ainda mais os números da resseguradora, que tenta corrigir o estrago causado por fraude contábil nos últimos anos.

Na ponta de alta, EDP subiu quase 7%, entre as poucas altas do Ibovespa na sessão, tendo de pano de fundo lucro líquido de R$ 237,2 milhões no segundo trimestre, e anúncio de ajustes na política de dividendos. (Com Reuters)

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