1. Início
  2. /
  3. Forbes Money
  4. /
  5. Analistas cortam recomendação para ações da Petrobras após Bolsonaro indicar CEO
Forbes Money

Analistas cortam recomendação para ações da Petrobras após Bolsonaro indicar CEO

Recomendações mudam para neutro, venda ou underperform, com valores que chegaram a cair à metade do preço anterior

3 min
MuhammadSyafiqAdnan/GettyImages
MuhammadSyafiqAdnan/GettyImagesRecomendações mudam para neutro, venda ou underperform, com valores que chegaram a cair à metade do preço anterior

Analistas de mercado rebaixaram suas recomendações para as ações da estatal Petrobras nos últimos dias, após o presidente Jair Bolsonaro ter anunciado na sexta-feira (19) a indicação de um novo presidente-executivo para a companhia.

A XP Investimentos cortou a recomendação para os papéis da Petrobras de “neutro” para “venda” no domingo, em relatório sob o título “Não há mais como defender”. Os analistas da corretora ressaltaram a sinalização negativa com o anúncio de Bolsonaro sobre mudança no comando da companhia, mesmo ainda sem saber que novidades Silva e Luna trará.

LEIA MAIS: Tudo sobre finanças e o mercado de ações

“O que importa, em nossa opinião, é a mensagem que está sendo transmitida ao mercado: está se tornando cada vez mais difícil, do ponto de vista político, para a Petrobras implementar uma política de preços em que o valor dos combustíveis variam de acordo com as variações do câmbio e do barril de petróleo (principalmente no caso do diesel, dadas as pressões da categoria dos caminhoneiros)”, afirmaram em relatório.

O BTG Pactual rebaixou a recomendação para “neutra”, enquanto o Bradesco reduziu para “underperform”. O Credit Suisse, ainda, baixou a recomendação para “underperform” e reduziu pela metade o preço-alvo para os papéis, de R$ 16 para R$ 8, e citou “muitas incertezas”.

Analistas do Itaú BBA colocaram a recomendação para os papéis da estatal “sob revisão”, e falaram de uma sensação de “déjà vu”, e apontaram que “mais uma vez, o governo interveio” nas políticas da petroleira.

Em relatório, o time do Itaú BBA lembrou que a Lei das Estatais (13.303/2016) e o estatuto da Petrobras deveriam blindar a empresa de uso político, o que sujeita a empresa a riscos de processos caso suas operações sejam tocadas em desacordo com seus interesses econômicos. “O novo estatuto foi aprovado no final de 2017, e seu potencial descumprimento poderia elevar riscos de litígio para a companhia e seus representantes”, afirmou.

Os analistas do banco ainda calcularam que operar com preços dos combustíveis abaixo da paridade internacional poderia gerar fortes perdas para a Petrobras em 2021. Elas seriam de US$ 1,8 bilhão caso as cotações ficassem 5% abaixo da paridade, e de US$ 5,4 bilhões se houver descompasso de 15%, com impacto sobre a alavancagem, que aumentaria.

O indicado para o cargo de CEO da Petrobras, Silva e Luna, falou à Reuters no fim de semana em “buscar um equilíbrio” para a política de preços da estatal, e citou os interesses de acionistas, do mercado e do “povo”, devido ao impacto dos preços sobre a cadeia produtiva. (com Reuters)

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Siga Forbes Money no Telegram e tenha acesso a notícias do mercado financeiro em primeira mão

Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store.

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Assine Forbes. Inspire-se, lidere, conquiste. Ao se cadastrar, você concorda com nossa Política de Privacidade e com o uso de seus dados para fins de comunicação.