Ibovespa abre em queda pressionado por pandemia e risco político em Brasília

O dólar renova o movimento de alta contra o real nesta manhã, ganhando 0,59% e negociado a R$ 5,67 na venda

Ana Paula Pereira
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O Ibovespa trabalha em queda nos primeiros negócios desta quinta (25), recuando 0,50% aos 111.503 pontos, pressionado pelo avanço da pandemia e seu consequente impacto sobre as projeções de retomada econômica. No contexto político, pesa ainda na sessão a declaração feita ontem pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), acendendo um “sinal amarelo” e alertando que a Casa não deve se dedicar a temas que não estejam relacionados ao combate à pandemia.

“Estou apertando hoje um sinal amarelo para quem quiser enxergar: não vamos continuar aqui votando e seguindo um protocolo legislativo com o compromisso de não errar com o país se, fora daqui, erros primários, erros desnecessários, erros inúteis, erros que são muito menores do que os acertos cometidos continuarem a ser praticados”, disse Lira.

“Dentre todas as mazelas brasileiras, nenhuma é mais importante do que a pandemia. Esta não é a casa da privatização, não é a casa das reformas, não é nem mesmo a casa das leis. É a casa do povo brasileiro. E quando o povo brasileiro está sob risco nenhum outro tema ou pauta é mais prioritário”, complementou o parlamentar. O Congresso deve votar hoje o Orçamento de 2021.

O Brasil superou ontem a marca de 300 mil mortes em decorrência da Covid-19, com o registro de 2.009 óbitos em 24 horas, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Segundo levantamento da Reuters, atualmente o Brasil lidera o mundo no número médio diário de novas mortes e infecções registradas, sendo responsável por uma em cada quatro mortes e um em cada sete casos contabilizados em todo o mundo a cada dia.

Nos indicadores, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, subiu 0,93% em março, sobre alta de 0,48% no mês anterior, informou o IBGE hoje. No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA-15 aponta alta de 5,52%.

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O dólar renova o movimento de alta contra o real nesta manhã, ganhando 0,59% e negociado a R$ 5,67 na venda às 10h11, horário de Brasília, depois de registrar na véspera sua maior elevação diária em seis meses. No radar dos agentes do mercado hoje estão projeções econômicas do Banco Central e a disseminação da Covid-19 no Brasil.

Em relatório trimestral divulgado hoje, o Banco Central reduziu sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto este ano para 3,6%, ante alta de 3,8% projetada em dezembro. Apesar de a projeção para a alta do PIB não ter sofrido mudança significativa, o BC alterou o prognóstico para sua composição, e previu um desempenho melhor da indústria, com alta de 6,4% (5,1% antes) e pior dos serviços, com crescimento de 2,8% (3,8% antes).

Em relação à inflação, o BC repetiu as projeções divulgadas na semana passada para seu cenário básico, que apontam para um IPCA em torno de 5% para este ano e de 3,5% para 2022. No que diz respeito à política monetária, o documento repetiu diagnóstico feito na ata do Comitê de Política Monetária, divulgada na última terça-feira.

Em Wall Street, os índices futuros operam em campo negativo, puxados pelas perspectivas negativas de retomada da atividade econômica global com o avanço da terceira onda de contaminações na Europa.

O viés negativo segue inalterado mesmo após a divulgação nesta manhã de dados indicando recuperação no mercado de trabalho norte-americano. Os novos pedidos de auxílio-desemprego totalizaram 684 mil em dado ajustado sazonalmente na semana encerrada em 20 de março, contra 781 mil na semana anterior, informou o Departamento do Trabalho. (Com Reuters)

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