Ibovespa abre estável e sem direção definida com Copom e FOMC no radar

O dólar trabalha em queda de 0,74% contra o real nesta manhã, negociado a R$ 5,59 na venda, com investidores na expectativa da decisão do Fed

Ana Paula Pereira
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O Ibovespa opera próximo da estabilidade e sem direção definida no início desta terça (16), recuando 0,02% aos 114.823 pontos às 10h14, horário de Brasília. A leitura de analistas é que o pregão de hoje deve ser de cautela e volatilidade diante das expectativas para a “Super Quarta”, quando serão conhecidas as decisões de política monetária do Copom (Comitê de Política Monetária), no Brasil, e do FOMC (Federal Open Market Committee), nos Estados Unidos.

No Brasil, o mercado espera 0,50 ponto percentual de aumento nos juros, para 2,50% ao ano. Nos EUA, o Federal Reserve já sinalizou que deve manter inalterada sua política monetária até que o pleno emprego seja atingido, contrariando as expectativas de uma elevação nos juros para fazer frente às expectativas de inflação.

A pandemia e o ritmo da vacinação no Brasil seguem também no radar do mercado. Ontem, o presidente Jair Bolsonaro anunciou o médico Marcelo Queiroga para comandar a pasta da Saúde, prometendo uma atuação “mais agressiva” contra a Covid-19. Queiroga é presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia e o terceiro a ocupar o cargo em menos de um ano.

Em análise divulgada nesta manhã, a XP Investimentos projetou dois cenários para o fim da vacinação dos grupos de riscos no Brasil (profissionais de saúde e por idade). Em um contexto pessimista, esses grupos estariam vacinados até dia 19 de agosto e no mais otimista, no dia 9 de abril.

Ainda no cenário político, com a promulgação ontem (15) da PEC Emergencial, o governo agora deve editar as medidas provisórias que abrem crédito extraordinário para os pagamentos do auxílio emergencial. As MPs devem ser apresentadas até amanhã e contemplar 46 milhões de brasileiros com pagamentos entre R$ 150 e R$ 375 durante quatro meses.

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Nos indicadores, o Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) passou a subir 2,99% em março, com uma leve desaceleração na inflação ao produtor compensada pelo avanço na taxa dos preços ao consumidor, com destaque para o comportamento dos combustíveis. Segundo a FGV (Fundação Getulio Vargas), o índice agora acumula alta de 7,47% no ano e de 31,16% em 12 meses.

O dólar trabalha em queda de 0,74% contra o real nesta manhã, negociado a R$ 5,59 na venda, com investidores na expectativa da decisão do Fed e acompanhando a estabilidade nos rendimentos dos treasuries na faixa de 1,6% nos Estados Unidos. Os índices futuros em Wall Street operam em campo misto nesta manhã também à espera da reunião do Fed.

Ainda nos EUA, as vendas varejistas recuaram 3,0% no mês passado em dado ajustado sazonalmente, informou o Departamento do Comércio do país hoje.

O clima frio atípico que abalou os EUA em fevereiro, com tempestades de neve varrendo o Texas e outras partes da região Sul, contribuiu para o resultado. A queda nas vendas no mês passado também refletiu o fim do impulso dado pelos cheques de US$ 600 a famílias no país. Os pagamentos faziam parte de um estímulo fiscal adicional de quase US$ 900 bilhões aprovado no final de dezembro. (Com Reuters)

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