Ibovespa sobe com NY e manutenção de estímulos pelo Banco Central

O Ibovespa encerrou em alta de 1,50% aos 113.749 pontos o pregão desta quinta-feira (25), acompanhando a performance das Bolsas norte-americanas após novos sinais de recuperação na economia dos EUA. A retomada do apetite por riscos em Wall Street teve suporte de um recuo nos novos pedidos de seguro desemprego no país, para 684 mil solicitações na semana encerrada em 20 de março. O S&P 500 terminou a sessão em alta de 0,52% aos 3.909 pontos.

No Brasil, os ganhos foram puxados pelos setores de varejo, elétrico e construção, após o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmar que a autoridade irá trabalhar pela normalização da política monetária, indicando que futuras elevações na taxa Selic não serão realizadas em níveis que deixem de estimular a economia.

O Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central, divulgado hoje, apontou os “juros neutros”, ou seja, que não limitam e também não estimulam a economia, em 6% ao ano.

“A partir de agora, o Bacen e o mercado vão precisar ponderar entre aumento global da inflação, que, aparentemente, não irá dar trégua no curto prazo, enquanto a perspectiva de crescimento para o Brasil segue em queda com o avanço da pandemia”, avalia Rafael Ribeiro, analista da Clear Corretora.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, registrou alta de 0,93% em março, sobre elevação de 0,48% no mês anterior, informou o IBGE hoje. No acumulado dos últimos 12 meses, o indicador aponta alta de 5,52%. A divulgação do IPCA-15 no período da manhã elevou as apostas para um aperto ainda maior na política monetária na próxima reunião do Copom, prevista para maio. As projeções foram amenizadas após as declarações de Campos Neto no decorrer do dia.

Também nesta quinta-feira, a Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional concluiu a votação do Orçamento de 2021, que deve ser analisado pelo Congresso Nacional ainda hoje. A proposta deveria ter sido votada pelo Congresso ainda no ano passado. O atraso trouxe sérias restrições de gestão ao governo, com alguns órgãos apontando o risco de atrasos no pagamento dos salários de servidores.

O dólar voltou a fechar em alta nesta quinta-feira, tocando máximas em duas semanas, impulsionado por uma nova rodada de fortalecimento global da moeda norte-americana, movimento que no Brasil teve seus efeitos ampliados pelo desconforto com o agravamento da pandemia e contínuas incertezas fiscais. A divisa terminou o dia ganhando 0,56% e negociada a R$ 5,67 na venda.

O ímpeto do dólar nas praças internacionais impõe pressão extra para o câmbio no Brasil, que nas últimas semanas teve um respiro com as intervenções do Banco Central e o tom mais duro do Banco Central com a inflação, mas segue pressionado pela ampla incerteza sobre os rumos da pandemia e seus impactos econômicos, fiscais e políticos. (Com Reuters)

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