Forbes Radar: Fleury, B2W, Light e outros destaques corporativos

Últimas notícias sobre: Boa Safra Sementes, Dasa, BlackRock, Infracommerce, IRB Brasil, Caixa Econômica Federal, Petrobras, Canon, CCR, PetroRio, Braskem, Cielo, Grupo GPS e Moura Dubeux .

Artur Nicoceli
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No Forbes Radar de hoje (8), empresas dão novos passos no processo de IPO. Nesta quinta-feira começa a reserva de ações do Grupo GPS para pequenos investidores, a Infracommerce definiu a faixa indicativa de preço entre R$ 22 e R$ 28, enquanto a Dasa levantou R$ 3,3 bilhões na oferta que ocorreu ontem.

A Moura Dubeux informou que fará uma emissão de debêntures no valor de R$ 55,65 e a Light anunciou a preparção de uma oferta para captar R$ 850 milhões.

Veja estes e outros destaques corporativos do dia:

Grupo GPS (GGPS3)

O período de reserva de ações do Grupo GPS para pequenos investidores começa nesta quinta-feira. O investimento mínimo é de R$ 3 mil e no máximo é de R$ 1 milhão. A companhia está ofertando os ativos entre R$ 13 e R$ 15,50 (o valor será fixado em 22 de abril).

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Levando em conta a média da oferta (R$ 14,25), a empresa pode levantar R$ 2,6 bilhões, sem considerar o lote adicional de 36 milhões de ativos e o suplementar de 27 milhões.

Com o dinheiro captado na oferta primária, o Grupo GPS planeja distribuir da seguinte forma: aquisições (50%), pagamento de dividendos (25%) e fortalecimento da capacidade financeira (25%).

A estreia da companhia na bolsa está marcada para 26 de abril.

Braskem (BRKM5)

A empreiteira brasileira Novonor, antes conhecida como Odebrecht, retomou contatos com possíveis interessados para vender o controle da petroquímica Braskem, disse à Reuters uma fonte com conhecimento do assunto. O Morgan Stanley foi contratado como assessor financeiro pela companhia.

A Braskem também tem como acionista a Petrobras. Executivos da petroleira disseram em janeiro que ela também quer vender sua fatia na petroquímica, mas tem enfrentado dificuldades para viabilizar a operação.

Light (LIGT3)

A Light Serviços de Eletricidade, unidade da elétrica Light, tem preparado uma oferta de debêntures para captar R$ 850 milhões.

A companhia apresentou requerimento à Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais) para análise prévia de registro da oferta das debêntures, que poderão ser emitidas em série única com vencimento em 10 anos. O início da oferta é estimado para 12 de maio.

Os recursos captados serão utilizados pela unidade de distribuição de energia da Light para implementação e desenvolvimento de um projeto de investimento para expansão, renovação e melhoria da infraestrutura de distribuição.

Segundo a empresa, esse projeto envolve aportes totais de R$ 2 bilhões e deverá estar concluído até o final de 2021. A captação com as debêntures deve representar 40,5% dos recursos previstos para o empreendimento. Os coordenadores da emissão são Santander, BTG Pactual, Itaú BBA e UBS BB.

Dasa (DASA3)

A Diagnósticos da América levantou R$ 3,3 bilhões na oferta de ações que estava precificada a R$ 58 por ativo.

O preço ficou abaixo da faixa indicativa estimada para o follow on entre R$ 64,90 e R$ 84,50 por ação. Também representa um forte desconto em relação à cotação de fechamento do papel na véspera, de R$ 144,01.

A oferta consistiu na distribuição primária de 57 milhões de ações. Não foram exercidos o lote adicional de ações, de 20%, tampouco a distribuição secundária de 2 milhões de papéis.

Bradesco BBI, BTG Pactual, Bank of America, Credit Suisse, Morgan Stanley, Safra, Santander Brasil e Itaú BBA foram os coordenadores.

B2W (BTOW3)

A B2W comunicou ontem a aquisição da plataforma móvel de entrega de alimentos e conveniência Shipp, pela sua subsidiária Supermercado Now. Segundo a empresa, a compra permitirá a entrada de produtos em poucos minutos.

A Shipp é uma startup de delivery on demand que iniciou suas atividades em 2017, no Espírito Santo. Atualmente, conta com 10 mil entregadores cadastrados e realiza entregas em aproximadamente 36 minutos.

A B2W não divulgou o valor da operação no comunicado à CVM.

BlackRock (BLAK34)

O presidente-executivo da BlackRock, Larry Fink, pediu ontem uma maior exigência de divulgação de dados de sustentabilidade por parte de empresas privadas, à medida que os governos criam novos padrões de contabilidade para áreas de negócios sustentáveis.

Em uma carta aos acionistas da maior gestora de ativos do mundo, fornecida por um porta-voz, Fink afirmou que o governo “deve desempenhar um papel de liderança” no corte das emissões de carbono. Ele pediu divulgações obrigatórias de dados para empresas públicas e privadas em todo o mundo, juntamente com proteções legais para empresas que fazem os melhores trabalhos descrevendo os riscos.

“Se grandes empresas privadas não forem submetidas ao mesmo nível de vigilância que as empresas públicas, criaremos um incentivo não intencional para transferir emissões intensas de carbono a mercados com menos transparência e, muitas vezes, menos regulamentação”, escreveu Fink.

Desta vez, a linguagem de Fink foi mais incisiva do que em um memorando de janeiro no qual ele afirmou que as divulgações relacionadas ao clima “deveriam ser adotadas” por grandes empresas privadas.

O novo pronunciamento surge no momento em que reguladores da União Europeia e dos EUA discutem quantos dados de sustentabilidade as empresas devem fornecer em áreas como emissões de gases de efeito estufa ou demografia da mão de obra.

A BlackRock, empresa sediada em Nova York e com cerca de US$ 8,7 trilhões sob sua gestão, já havia apoiado relatórios climáticos obrigatórios antes. No mês passado, se juntou a outros gestores de ativos que se comprometeram a buscar que as empresas de seus portfólios reduzam a zero as emissões de carbono até 2050 – ou antes.

Mas muitas das grandes empresas, inclusive nos setores de combustíveis fósseis, não estão listadas publicamente, seja porque estão em mãos privadas ou são empresas estatais.

Infracommerce (IFMC3)

A Infracommerce definiu a faixa indicativa de preço no IPO entre R$ 22 e R$ 28. Devido a oferta base de aproximadamente 79 milhões de ações, a companhia pode movimentar R$ 1,9 bilhão. A precificação deve ocorrer em 27 de abril.

A oferta primária consiste em 50 milhões de ativos e a secundária em 29 milhões de papéis. Além do lote adicional que pode chegar em 3 milhões e o suplementar em 11 milhões.

Os recursos levantados na oferta primária vão para aquisições estratégicas (75%), capex, pesquisa e desenvolvimento e despesas comerciais (20,77%) e pagamento de dívida (4,23%).

IRB Brasil (IRBR3)

A Susep (Superintendência de Seguros Privados) encerrou o processo de fiscalização contra o IRB Brasil após um ano. De acordo com ofício emitido na manhã de hoje, a companhia apresentou os ativos exigidos para garantir as provisões técnicas definidas pelo órgão regulador. As ações do ressegurador negociadas na B3 subiam 3,78% às 13h45, horário de Brasília, negociadas a R$ 6,33.

Baseado em demonstrações financeiras recentes da companhia, o IRB apontou que não precisará de acompanhamento particular da Superintendência. No mês de janeiro, o ressegurador registrou lucro líquido de R$ 17,9 milhões, revertendo o prejuízo registrado no mesmo período de 2020 de R$ 132 milhões.

Em 11 de maio de 2020, o IRB foi notificado pela Susep de uma fiscalização especial em razão da empresa não apresentar ativos garantidores de provisões técnicas e consequentemente liquidez regulatória.

Antonio Cassio dos Santos, presidente do conselho de administração do ressegurador, declarou que esse era o último impasse que faltava para que o IRB retornasse a um período de resultados positivos. O CEO do IRB, Wilson Toneto, informou que “o reenquadramento coroa um esforço de recuperação financeira e da credibilidade para a companhia.”

Caixa Econômica Federal (CXSE3)

A Caixa Econômica Federal venderá uma fatia menor do que pretendida originalmente no IPO da Caixa Seguridade, repetindo o modelo usado com o Banco Pan de alienar participação em etapas e abrir caminho para desmobilizar outros ativos, disse à Reuters uma fonte familiarizada com os planos do banco estatal. “O modelo de venda de participação em tranches deve ser repetido na Seguridade”, afirmou.

O banco controlado pelo governo federal publicou ontem o cronograma do IPO da Caixa Seguridade, operação que deve movimentar cerca de R$ 5 bilhões, levando em conta o ponto médio da faixa estimada pelos coordenadores. Isso representa menos de metade do que o banco pretendia quando pediu registro para a oferta no ano passado, de R$ 10 bilhões a R$ 15 bilhões.

Segundo a fonte, por ser altamente rentável – em 2020 a companhia teve rentabilidade sobre o patrimônio de 35% – a ação deve ter um grande apelo entre investidores de varejo que buscam papéis de empresas boas pagadoras de dividendos. O plano da Caixa é vender cerca de 40% do IPO para esse público.

“Se a experiência com essa oferta for boa, o apetite pelas demais tende a crescer”, disse a fonte, referindo-se a potenciais vendas subsequentes de participações da Caixa no negócio, assim como os IPOs de outras subsidiárias do banco, incluindo a de cartões, a de gestão de recursos de terceiros e a da bandeira Elo.

Petrobras (PETR4)

A Petrobras informou ontem ter assinado um acordo judicial com a Eletrobras e a Amazonas Energia para a recuperação de um crédito no valor aproximado de R$ 436 milhões. A empresa disse, ainda, que o acerto terá impacto positivo de R$ 328 milhões no segundo trimestre. O valor será pago em 60 parcelas, calculadas pelo sistema de amortização constante, atualizadas com base em 124,75% do CDI, de 18 de janeiro de 2021 até o fim da liquidação.

A Petrobras também informou que o pagamento aos investidores que tiveram seus títulos entregues e aceitos pela recompra por parte da subsidiária Petrobras Global Finance ocorrerá em 12 de abril.

Considerando que o montante ofertado para os investidores na oferta de recompra ficou dentro do limite de US$ 3,5 bilhões previamente estabelecido.

Dessa forma, volume entregue pelos investidores, excluídos juros capitalizados e não pagos, foi de US$ 2,4 bilhões. Adicionalmente, há um montante de US$ 37 milhões ainda sujeito à validação de acordo com os termos da operação.

LEIA MAIS: Tudo sobre finanças e o mercado de ações

Canon (CAJI34)

A Canon do Brasil anunciou Luís Vieira como novo gerente de Marketing que será responsável por administrar toda a área de marketing B2B e B2C de produtos e serviços, digital, trade, institucional, plataforma e-learning entre outras atribuições.

CCR (CCRO3)

O Grupo CCR venceu o leilão de licitação dos Blocos Sul e Central, na 6ª Rodada de Concessões Aeroportuárias da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil).

Para o Bloco Sul, que reúne 9 aeroportos, a proposta apresentada pelo Grupo foi de R$ 2,1 bilhões, e para o Bloco Central, com seis aeroportos, a proposta foi de R$ 754 milhões.

A CCR passa a ser responsável pela manutenção, exploração e ampliação dos 15 aeroportos pelo prazo de 30 anos.

PetroRio (PRIO3)

A petroleira brasileira PetroRio produziu uma média de 33,7 mil boe/d (barris de óleo equivalente por dia) em março, alta de 12,7% ante fevereiro, apontou a companhia em comunicado ao mercado nesta quarta-feira. No primeiro trimestre, a média de produção foi de 31,3 milhões de boe/d. A companhia não detalhou os motivos para a alta na produção.

Em contrapartida, a empresa explicou que a produção do campo de Tubarão Martelo, na Bacia de Campos, foi impactada pela parada de um poço de produção, por falha da bomba centrífuga submersa, causando redução da produção em cerca de 1,4 mil barris por dia.

Moura Dubeux (MDNE3)

A Moura Dubeux fará a emissão de debêntures simples no valor de R$ 55,65 milhões, com vencimento em quatro anos. Os resultados serão destinados para gastos, custos e despesas.

Fleury (FLRY3)

O Grupo Fleury comunicou que Jeane Tsutsui, que vinha exercendo a posição de diretora-executiva desde 2012, assume como nova CEO da Companhia, substituindo Carlos Marinelli, que deixa a posição após 7 anos à frente da empresa.

jeane Tsutsui está há 20 anos no Grupo Fleury e “tem desenvolvido sua trajetória de forma notável, migrando nos últimos 14 anos sua carreira médica para a gestão executiva”, informou a empresa.


Boa Safra Sementes (GBSA3)

A Boa Safra Sementes definiu a faixa indicativa de preço do seu IPO entre R$ 9,90 e R$ 12,90. Levando em conta o preço médio de R$ 11,25 e a oferta base de 40 milhões de ações, a companhia levantará cerca de R$ 454 milhões.

Além da oferta base, a empresa ainda pode ter 8 milhões de papéis no lote adicional e 6 milhões no suplementar. A precificação ocorrerá em 27 de abril.

Cielo (CIEL3)

A Cielo anunciou uma parceria com o Google para digitalização de pequenas e médias empresas no Brasil.

Segundo a empresa de meios de pagamentos, a iniciativa pode impactar mais de 600 mil negócios, que terão acesso para criar perfil digital, abrir loja virtual e criar campanhas de publicidade online.

A parceria integra a ferramenta Google Meu Negócio, plataforma gratuita criada pela gigante de internet para empreendedores e que permitirá a gestão do perfil da empresa na busca e no Google Maps. Ao se credenciar à Cielo, a empresa pode autorizar a credenciadora de cartões usar o cadastro para criar o perfil.

O acordo ilustra o crescente esforço da Cielo para avançar no mercado de lojistas de menor porte, como parte da meta do presidente-executivo, Paulo Caffarelli, de fazer com que pequenos negócios, que hoje representam 40% do faturamento da empresa, tenham participação equivalente à dos grandes clientes até dezembro.

(Com Reuters)

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