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Quem são os brasileiros no ranking dos bilionários do mundo 2021

Com 67 nomes, pessoas mais ricas do país detêm, juntas, US$ 223,3 bilhões

4 min
Montagem
MontagemCom 66 nomes, pessoas mais ricas do país detêm, juntas, US$ 219 bilhões

O ranking dos Bilionários do Mundo 2021 divulgado hoje (6) pela Forbes revelou que o número de brasileiros no clube dos sete dígitos subiu de 45 – número registrado em 2020 – para 67. No total, os brasileiros detêm um patrimônio conjunto de US$ 223,3 bilhões, contra US$ 127,1 bilhões do ano passado.

Neste ano, a Forbes norte-americana considerou o país de domicílio dos bilionários em sua lista principal. Por este motivo, alguns brasileiros aparecem registrados em outros países: Lemann e seu sócio na AB Inbev Carlos Alberto Sicupira, na Suíça; Alexandre Behring, cofundador da 3G Capital, nos Estados Unidos; Antonio Luiz Seabra, cofundador da Natura, no Reino Unido; e Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, em Singapura. Já Liu Ming Chung, magnata da indústria papeleira que sempre apareceu como brasileiro, agora passou a ser considerado um bilionário de Hong Kong. Para que a comparação seja o mais aproximada possível, estamos considerando os cinco bilionários citados acima como brasileiros.

Com o falecimento de Joseph Safra – e o desmembramento de seu patrimônio entre os herdeiros -, o brasileiro mais rico de 2020, o topo da lista agora é de Jorge Paulo Lemann e família, com US$ 16,9 bilhões e o 114o lugar na lista global – um ganho de 15 posições em relação à última versão do ranking. Na sequência, entre os brasileiros, está o outro sócio de Lemann na AB Inbev, Marcel Herrmann Telles, com uma fortuna estimada em US$ 11,5 bilhões e o 191o lugar no ranking. O top 3 fica completo com Jorge Moll Filho e família, donos de um patrimônio líquido de US$ 11,3 bilhões e a 194ª posição na lista global.

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Uma das novidades no ranking brasileiro – que apontou uma dezena de recém-chegados – é David Vélez, cofundador do Nubank, com US$ 5,2 bilhões e o 539o lugar da lista geral. O banco digital captou, no fim de janeiro, US$ 400 milhões, o que o colocou entre as cinco maiores instituições financeiras da América Latina, com uma avaliação de US$ 25 bilhões.

Outra novidade é Guilherme Benchimol, fundador da XP que anunciou, há cerca de 15 dias, seu afastamento da presidência-executiva para assumir o conselho da corretora. Com patrimônio estimado em US$ 2,6 bilhões, o executivo criou a empresa – que hoje tem sob sua gestão R$ 1,4 trilhão em ativos – há duas décadas.

André Street e Eduardo de Pontes, cofundadores da processadora de pagamentos Stone, também aparecem na lista pela primeira vez:  o primeiro com US$ 2,5 bilhões e a 1.249ª posição, e o segundo com US$ 2,4 bilhões e a 1.299ª posição.

A lista deste ano traz de volta pelo menos 10 brasileiros, entre eles, Rubens Menin Teixeira, da MRV, com US$ 2,2 bilhões; Jorge Pinheiro Koren de Lima, fundador da Hapvida, e seu filho, Cândido, com US$ 1,8 bilhão cada; e os integrantes da família Feffer, da Suzano.

Além de Joseph Safra, a lista deste ano perde também Aloysio de Andrade Faria, o banqueiro fundador do Grupo Alfa, falecido em 15 de setembro do ano passado, aos 99 anos.

A Forbes usou os preços das ações e as taxas de câmbio de 5 de março para calcular o patrimônio líquido. No ano passado, a data de corte foi 18 de março.

Veja, na galeria de fotos a seguir, os 27 brasileiros mais bem colocados no ranking de 2021:

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