Ibovespa fecha em alta após dados positivos sobre economia norte-americana

O dólar recuou 1,08% contra o real na sessão, retornando para a faixa de R$ 5,25, menor patamar em mais de duas semanas.

Ana Paula Pereira
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O Ibovespa terminou em alta de 0,30% aos 124.366 pontos o pregão desta quinta-feira (27), com apetite por riscos do mercado sustentado por dados divulgados hoje sobre a economia dos Estados Unidos e expectativas pela inflação norte-americana de abril, prevista para amanhã.

A segunda prévia do PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre do governo Joe Biden veio levemente abaixo das expectativas, em 6,4%, ante projeção de 6,5%. Os novos pedidos de seguro-desemprego nos EUA ficaram em 406 mil na semana passada, ante expectativa de 425 mil, e abaixo da semana anterior, de 444 mil, indicando a firmeza da recuperação econômica norte-americana.

Os números proporcionaram um fechamento positivo para os índices em Wall Street, com ações de empresas que podem se beneficiar da reabertura da economia capitaneando os ganhos. O Dow Jones terminou o dia em alta de 0,41% aos 34.464 pontos, o S&P 500 teve ganho de 0,12% aos 4.200 pontos e o Nasdaq encerrou o pregão estável, marcando queda de 0,01% aos 13.736 pontos.

Já os pedidos de bens duráveis norte-americanos não foram tão animadores, registrando uma queda de 1,3% em abril, ante expectativa de alta de 0,7%. Analistas avaliam que os dados mostram que a recuperação econômica do país segue em curso, mas sem um superaquecimento, contexto que abre espaço para o Federal Reserve manter inalterada sua política monetária expansionista no país. “O dado de inflação de amanhã será definitivo para definir esse prognóstico”, comenta Rafael Ribeiro, da Clear Corretora.

O dólar recuou 1,08% contra o real na sessão, retornando para a faixa de R$ 5,25, menor patamar em mais de duas semanas. A moeda brasileira liderou com folga os ganhos nos mercados globais de câmbio, em meio à fraqueza geral do dólar e contínuo ingresso de recursos de exportadores.

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Entre os indicadores domésticos, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelou hoje que o primeiro trimestre de 2020 terminou com a maior taxa de desemprego e o maior contingente de pessoas sem trabalho na série histórica, em meio aos desafios impostos pela piora da pandemia de Covid-19 no Brasil. A taxa de desemprego chegou a 14,7%, de 13,9% nos últimos três meses de 2020.

O governo central, composto pelo Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, registrou um superávit primário de R$ 16,5 bilhões em abril, divulgou o Tesouro nesta quinta-feira. No acumulado do ano, o governo acumula superávit de R$ 41 bilhões, melhor resultado para o período desde 2012, quando as contas foram positivas em R$ 73,2 bilhões.

O saldo, de acordo com o Tesouro, foi influenciado pela evolução da arrecadação, bem como pela redução “significativa” de despesas relacionadas à Covid-19 na comparação com 2020. Já no acumulado em 12 meses, o rombo até abril foi de R$ 646 bilhões, equivalente a 7,9% do PIB. (com Reuters)

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