Inflação ao consumidor no Japão amplia queda em nove meses

Recuo dos preços deve-se a baixa recorde nas taxas de telefonia celular, que compensou os aumentos na energia.

Redação
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Kim Kyung-Hoon/Reuters
Kim Kyung-Hoon/Reuters

Recuo dos preços ao consumidor no Japão deve-se quase que totalmente à queda nas tarifas de telefonia móvel

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O núcleo dos preços ao consumidor do Japão recuou em abril pelo nono mês seguido uma vez que a queda recorde nas taxas de telefonia celular compensou o aumento nos preços da energia, sugerindo que a demanda fraca e os custos mais altos pesarão sobre a frágil recuperação econômica.

Os dados destacam o desafio que as autoridades enfrentam em combater o ressurgimento das infecções pelo coronavírus sem prejudicar uma economia que já está atrás de outros países em recuperação.

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“A inflação caiu em abril, mas isso se deveu quase que totalmente à queda nas tarifas de telefonia móvel”, disse Tom Learmouth, economista da Capital Economics.

“Deixando de lado distorções temporárias, achamos que a inflação continuará a subir um pouco mais, embora diferente de algumas outras economias avançadas.”

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O núcleo do índice de preços ao consumidor, que exclui o efeito dos voláteis custos de alimentos frescos, caiu 0,1% em abril sobre o ano anterior, contra expectativa do mercado de recuo de 0,2%, mostraram dados do governo hoje (21), em linha com a queda de março.

O recuo recorde de 26,5% nas cobranças de telefonia celular pesou sobre os dados, uma vez que as operadoras acataram os pedidos do primeiro-ministro, Yoshihide Suga, para aliviar o fardo sobre as famílias.

Por outro lado, os preços da energia subiram 0,7% em abril, registrando o primeiro avanço desde janeiro de 2020 devido a altas recentes nos custos do petróleo e ao efeito base depois do recuo do ano passado. (Com Reuters)

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