Ibovespa abre em alta, enquanto dólar amplia quedas a R$ 4,95

O Ibovespa opera em alta na abertura do pregão de hoje (23), ganhando 0,32%, a 129.176 pontos perto das 10h12, horário de Brasília, em dia com pouco movimento na agenda econômica. No Brasil, o fluxo cambial estrangeiro é divulgado às 14h30, enquanto investidores se atentam para o risco energético no país.

Os mercados globais reagem positivamente ao posicionamento de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, sobre a inflação nos Estados Unidos tratar-se de uma questão passageira. O dia é marcado ainda pela divulgação das prévias do PMI de junho no país.

Segundo Jansen Costa, sócio da Fatorial Investimentos, o ritmo acelerado da vacinação no país é um fator positivo para os mercados neste momento, contudo, a crise de energia é um problema que precisa ser monitorado. “Dado que aconteça algum tipo de racionamento aqui no Brasil, teremos volatilidade e um choque na oferta, o que pode ser ruim para inflação e diminuir nosso crescimento.”

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O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse na noite de ontem (22) que o governo estuda promover uma espécie de “período educativo de algum tipo de racionamento” tendo em vista evitar o pior. A Folha de S. Paulo apurou que a Aneel deverá aprovar, na semana que vem, um reajuste entre 40% e 60% nas bandeiras tarifárias.

O dólar recua frente ao real nesta quarta-feira, às 10h12, a divisa recuava 0,26%, a R$ 4,9538 na venda.

O mercado acionário nos Estados Unidos indica uma sessão em alta. O índice Nasdaq, benchmark de tecnologia, encerrou o último dia em máxima recorde. Ainda hoje, o país divulga o PMI (Índice Gerente de Compras) relativo a junho, às 10h45, horário de Brasília.

O bitcoin opera a US$ 34 mil nesta manhã, com alta de 9,59% frente o real, a R$ 168.687. A moeda digital segue no radar dos investidores devido às fortes quedas de ontem (22), quando recuou abaixo de US$ 30 mil repercutindo, principalmente, regulamentações do governo chinês, responsável por 70% da mineração da criptomoeda no mundo.

Para Bernardo Schucman, vice-presidente sênior de operações de Data Center na CleanSpark, o cenário pode dar uma impressão de fragilidade, mas esse hashrate está sendo migrado para países e futuramente voltará para a China, mas dividido em outros polos governamentais. “No último ano o hash power era 60% chinês, hoje esse cenário vai mudar drasticamente chegando a apenas 30% em poder dos chineses, histórico para o ecossistema das criptomoedas e da mineração. Isso vai impulsionar a adoção institucional nos Estados Unidos, por conta do blockchain implementado em solo americano”

Na Europa, as ações operam majoritariamente em baixa, com as preocupações inflacionárias ofuscando dados que mostram um salto na atividade empresarial em junho. Hoje foi divulgada a primeira leitura da atividade de junho nos setores de serviços e manufatura na Zona do Euro: o índice IHS Markit, que engloba serviços e manufatura, ficou em 59,2, sua leitura mais alta desde 2006 e acima de 57,1 em maio.

O índice Stoxx 600 cai 0,40%; o índice DAX recua 0,69% na Alemanha; o CAC 40 desvaloriza 0,68% na França; na Itália, o FTSE MIB é negociado em baixa de 0,71%; enquanto no Reino Unido, o FTSE 100 vai na contramão e avança 0,27%.

As Bolsas asiáticas, por sua vez, fecharam o dia mistas. O Hang Seng, de Hong Kong, cresceu a 1,79%; o BSE Sensex, de Mumbai, fechou em baixa de 0,54%; na China, o índice Shanghai, subiu 0,25%. Enquanto isso, no Japão, o índice Nikkei recuou 0,03%, após o BoJ (Banco Central do Japão) divulgar as minutas da reunião de política monetária de abril, na qual os membros concordaram que as medidas de estímulos podem resultar em um ritmo de recuperação mais rápido no país

Na China, o departamento de preços da NDRC (Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, na sigla em inglês) e a agência reguladora do mercado no país enviaram equipes a diversas províncias e cidades chinesas para investigar os preços e ofertas de commodities a granel. Em mais um esforço para conter os altos preços das commodities, do carvão ao cobre, que pressionaram as margens de preço dos produtores no país.

Enquanto isso, os futuros mais negociados do carvão coque na bolsa de commodities de Dalian terminaram o dia em alta de 5%, cotados a 2.037 iuanes (US$ 314,24) por tonelada. Já os futuros do minério de ferro na bolsa de Dalian se recuperaram após três sessões de perdas, avançando 4,0%, para 1.173 iuanes a tonelada.

O petróleo sobe a US$ 75 o barril nesta quarta-feira, atingindo seu nível mais alto desde o final de 2018, depois que um relatório da indústria sobre os estoques de petróleo dos EUA reforçou as visões de um mercado apertado com o aumento das viagens na Europa e América do Norte. Próximo das 9h45, o petróleo Brent avançava 0,91%, para US$ 75,49, enquanto o WTI crescia 0,93%, a US$ 73,53. (com Reuters)

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