FMI melhora previsão de crescimento do Brasil para 5,3% em 2021

REUTERS/Yuri Gripas/Arquivo
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Já a perspectiva para o grupo de Mercados Emergentes e em Desenvolvimento passou a 6,3% em 2021 e 5,2% em 2022

O FMI (Fundo Monetário Internacional) melhorou com força a perspectiva de crescimento do Brasil neste ano, citando a melhora nos termos das trocas comerciais do país, mas, ao mesmo tempo, reduziu a alta estimada para 2022.

O relatório Perspectiva Econômica Global do FMI divulgado hoje (27) mostrou que o Fundo passou a ver um crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro de 5,3% em 2021, 1,6 ponto percentual a mais do que era estimado em abril. Entretanto, para 2022 a projeção de crescimento foi reduzida em 0,7 p.p., a 1,9%.

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A melhora do cenário do país para este ano ajudou a levar a perspectiva para América Latina e Caribe a um crescimento econômico de 5,8% em 2021, 1,2 ponto percentual a mais do que em abril. A previsão para a região no ano que vem, por sua vez, melhorou em apenas 0,1 p.p., a 3,2%.

“A melhora da projeção para a América Latina e Caribe resulta principalmente de revisões para cima no Brasil e México, refletindo resultados melhores do que o esperado no primeiro trimestre”, disse o FMI no relatório.

Além disso, o Fundo citou repercussões positivas para o México da melhora do cenário para os Estados Unidos e termos comerciais em alta expressiva no Brasil, que tem sido favorecido pela alta dos preços das commodities.

Já a perspectiva para o grupo de Mercados Emergentes e em Desenvolvimento, do qual o Brasil faz parte, passou a 6,3% em 2021 e 5,2% em 2022, respectivamente de 6,7% e 5,0% antes.

A projeção do FMI para a expansão do PIB brasileiro este ano ficou em linha com a do Ministério da Economia feita em meados deste mês. Mas para 2022 a expectativa do ministério é melhor, a 2,51%.

Já a estimativa de crescimento do PIB na pesquisa Focus realizada semanalmente pelo Banco Central junto a uma centena de especialistas está em 5,29% para 2021 e 2,10% para 2022.

O FMI chamou a atenção para a possibilidade de piora da pandemia e de condições financeiras externas mais apertadas, o que seria um revés grave para a recuperação dos mercados emergentes e em desenvolvimento, levando o crescimento global para abaixo do cenário básico previsto no relatório.

O relatório destacou ainda a inflação elevada esperada para esse grupo de países, relacionada em parte aos altos preços dos alimentos. “A comunicação clara de bancos centrais sobre o cenário para a política monetária será importante para moldar as expectativas de inflação e proteger contra aperto prematuro das condições financeiras”, disse o FMI.

“Existe, entretanto, o risco de que as pressões transitórias possam se tornar mais persistentes e que os bancos centrais possam precisar adotar ações preventivas”, completou. (com Reuters)

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