Minério de ferro tem pior semana em 17 meses com restrições da China ao aço

REUTERS/David Gray
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O contrato mais ativo da matéria-prima siderúrgica na bolsa de Dalian fechou em queda de 2%, a US$ 173,60 por tonelada

O minério de ferro negociado em Dalian registrou hoje (23) a maior queda semanal em 17 meses, à medida que esforços intensificados da China para reduzir a fabricação de aço faz com que usinas comecem a cortar produção para evitar sanções.

O contrato mais ativo da matéria-prima siderúrgica na bolsa de commodities de Dalian, para setembro, fechou em queda de 2%, a 1.124 iuanes (US$ 173,60) por tonelada, engatando a quinta sessão consecutiva de perdas.

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O vencimento recuou cerca de 10% em relação à semana anterior, o que representa sua maior queda semanal desde fevereiro do ano passado, e agora está 17% abaixo do pico atingido em maio. O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de Singapura, para agosto, cedeu 0,2%, a US$ 197,25 a tonelada.

A China, maior produtora de aço do mundo, intensificou esforços para diminuir a produção de materiais de construção e manufatura, em linha com suas metas para redução de emissões de carbono.

Autoridades pediram que as usinas siderúrgicas garantam que seus níveis de produção neste ano não sejam maiores que os de 2020, após a fabricação de aço ter avançado 12% no primeiro semestre em comparação anual.

Na cidade de Tangshan, principal centro siderúrgico da China, “autoridades prometeram punir violações às restrições de produção”, disseram estrategistas de commodities da ANZ em nota. “Algumas empresas independentes de aço laminado interromperam produção no início de julho, e mais fechamentos são esperados nos próximos meses”, afirmaram. (com Reuters)

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