FMI vê fundamentos sólidos para recuperação global, mas aponta grandes riscos

A diretora-gerente do fundo, Kristalina Georgieva, pediu ação ousada imediata para acabar com a pandemia e abrir caminho para uma economia mais sustentável

Redação
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Berkah/Getty Images
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O FMI chegou a cortar sua projeção para o crescimento econômico global em 2021, a 5,9%

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Medidas extraordinárias lideradas pelo Grupo dos 20 e vacinações contra a Covid-19 estão sustentando uma recuperação econômica global, mas novas variantes do vírus, inflação e interrupções na cadeia de abastecimento representam riscos negativos, disse o FMI (Fundo Monetário Internacional).

Em blog publicado hoje (27), antes de cúpula de sexta-feira dos ministros das Finanças e da Saúde do G20, a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, pediu ação ousada imediata para acabar com a pandemia e abrir caminho para uma economia mais sustentável.

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Este mês, o FMI cortou sua projeção para o crescimento econômico global em 2021, a 5,9%, ante previsão anterior de 6,0%, divulgada em julho. O Fundo apontou interrupções na cadeia de oferta e pressões inflacionárias, e disse que a revisão modesta mascarou grandes rebaixamentos nas estimativas para alguns países.

Georgieva disse que os países do G20 poderiam aumentar suas perspectivas ao longo de 2022 ao calibrar cuidadosamente suas próprias políticas monetárias e fiscais.

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A aprovação de reformas que aumentem o crescimento, como programas de apoio à busca de empregos e retreinamento e a redução de barreiras regulatórias à entrada de novas empresas nos países, poderia aumentar o PIB real agregado nos países do G20 em cerca de US$ 4,9 trilhões até 2026, disse Georgieva.

Ela disse que uma ação conjunta é necessária para fornecer cerca de 20 bilhões de dólares em apoio para custear testes, tratamento, suprimentos médicos e vacinas para acabar com a pandemia e entregar doses de vacinas já prometidas.

Para ajudar os países em desenvolvimento financeiramente, as nações do G20 também devem acelerar a implementação de uma reforma do tratamento da dívida, de forma que os países vulneráveis não sejam forçados a escolher entre pagar seus credores ou fornecer cuidados sanitários à população. (Com Reuters)

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