Petróleo Brent deve quebrar barreira de US$ 100 com alta da demanda, diz Goldman Sachs

De acordo com o Goldman Sachs, déficit da demanda pela commodity é impulsionado pela variante Ômicron.

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Jessica Lutz/Reuters
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Segundo analistas do Goldman Sachs, demanda global por petróleo deve crescer 3,5 milhões de barris por dia em 2022

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Os preços do petróleo Brent devem superar os US$ 100 dólares neste ano, afirmaram analistas do Goldman Sachs, acrescentando que o mercado de petróleo continua em um “déficit surpreendentemente grande” já que o golpe da variante Ômicron do coronavírus na demanda pela commodity é, até agora, menor do que o que era esperado.

O impacto da Ômicron na demanda provavelmente será compensado pela substituição do petróleo pelo gás, por aumentos nas interrupções de demanda, pela escassez do produto em países da Opep+, e pela produção abaixo do esperado no Brasil e na Noruega, apontaram analistas em uma nota na segunda-feira.

A demanda global por petróleo cresce 3,5 milhões de barris por dia em 2022, no comparativo anual, com a demanda no quarto trimestre atingindo 101,6 milhões de barris diários.

O Goldman espera que os balanços da OCDE caiam para o menor nível desde 2000 até o verão no hemisfério norte, e a capacidade sobressalente da Opep+ deve cair para níveis historicamente baixos, dada a diminuição da perfuração nos principais países da Opep e com as dificuldades da Rússia para aumentar a produção.

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“Esperamos uma queda ainda maior na produção dos países da Opep+ para cotas ainda menores em 2022, com um aumento de apenas 2,5 milhões de barris por dia na produção esperada para as próximas nove altas”.

Os preços mais altos vão permitir que a Opep diminua seu caminho mensal de alta para preservar a capacidade sobressalente, com a aceleração no crescimento da produção de xisto oferecendo um tampão necessário nos estoques, acrescentou o Goldman Sachs.

O banco também empurrou suas expectativas de aumento na produção iraniana para o segundo trimestre de 2023, citando o fracasso nos avanços das negociações pelo acordo nuclear com o Irã.

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