Preços dos ativos indicam crescimento econômico no Brasil acima da tendência em meados do ano, aponta Bradesco

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Os profissionais explicam que, como as condições financeiras levam algum tempo para impactar efetivamente a economia real, os dados de março são indicações do comportamento da atividade em meados do ano

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As condições financeiras no mercado brasileiro estão ligeiramente estimulativas e sinalizam crescimento econômico acima da tendência em meados do ano, segundo relatório do Bradesco divulgado hoje (16). O texto também apontou que o choque dos preços mais elevados das commodities tende a favorecer a atividade.

O Indicador de Condições Financeiras (ICF) – que tenta capturar o efeito dos preços dos ativos financeiros sobre a atividade medida pelo IBC-Br – está “ligeiramente positivo”, de acordo com relatório assinado por Marcelo Gazzano e Myriã Bast.

Os profissionais explicam que, como as condições financeiras levam algum tempo para impactar efetivamente a economia real, os dados de março são indicações do comportamento da atividade em meados do ano.

Portanto, as condições atuais indicariam que o IBC-Br estará crescendo ligeiramente acima da tendência em meados de 2022. A taxa de expansão de tendência para o índice seria, nas contas do banco privado, ao redor de 1,5% ao ano.

Em resumo, os preços de ativos no atual nível não são compatíveis com uma contração da atividade, pelo menos até o primeiro semestre de 2022″, disseram.

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“Pelo contrário, esse choque vindo dos preços mais elevados das commodities tende a favorecer a economia, a despeito da pressão sobre a inflação e, mais adiante, sobre a taxa de juros. Essa sinalização está de acordo com nosso cenário de crescimento moderado do PIB nos dois primeiros trimestres deste ano“, acrescentaram Gazzano e Bast.

Os ativos brasileiros – bastante correlacionados às perspectivas para as commodities, uma vez que o Brasil é um grande exportador de insumos diversos – têm se destacado globalmente neste ano. O real apreciava quase 9% ante o dólar, enquanto no período o principal índice das ações brasileiras subia 5,2%.

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