Dimon, do JPMorgan, alerta para perda potencial de US$ 1 bi com exposição à Rússia

O presidente-executivo do banco não forneceu mais detalhes sobre o montante de perdas potenciais do JPMorgan ou um prazo.

Reuters
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Mike Segar/Reuters
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Sede do banco JPMorgan em Nova York, EUA

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O JPMorgan pode perder cerca de US$ 1 bilhão devido a sua exposição à Rússia, disse o presidente-executivo do banco, Jamie Dimon, hoje (4).

Dimon não forneceu mais detalhes sobre o montante de perdas potenciais do JPMorgan ou um prazo, mas disse que o banco estava preocupado com o impacto secundário da invasão da Ucrânia pela Rússia em empresas e países. A Rússia chama a ação na Ucrânia de “operação especial”.

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Em sua carta anual aos acionistas, o presidente do maior banco norte-americano em ativos também disse que os Estados Unidos devem aumentar a presença militar na Europa e reiterou um apelo para o desenvolvimento de um plano que garanta a segurança energética do país e de aliados.

“Os EUA devem estar prontos para a possibilidade de uma guerra prolongada na Ucrânia com resultados imprevisíveis. Devemos nos preparar para o pior e esperar pelo melhor”, escreveu ele.

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Dimon abordou o relacionamento entre a China e os EUA, e disse que os EUA deveriam reformular a cadeia de suprimentos para restringir o escopo a fornecedores de dentro do país ou incluir apenas “aliados completamente amigáveis”. Ele instou os EUA a se juntarem novamente à Parceria TransPacífica (TPP), um dos maiores acordos comerciais multinacionais do mundo.

Comentando sobre o ambiente macroeconômico, Dimon disse que o número de elevações nas taxas de juros pelo Federal Reserve “pode ​​ser significativamente maior do que o mercado espera”.

Dimon passou mais de uma década construindo um balanço de pagamentos que chama de “fortaleza” do banco e que agora, na visão dele, é robusto o suficiente para que o JPMorgan possa suportar perdas de US$ 10 bilhões ou mais e “ainda estar em muito boa forma”.

Dimon disse que o banco reduzirá as recompras de ações no próximo ano para atender aos aumentos de capital exigidos pelas regras federais “e porque fizemos algumas boas aquisições que, acreditamos, melhorarão o futuro da nossa empresa”.

O JPMorgan saiu às compras, gastando quase US$ 5 bilhões em aquisições nos últimos 18 meses. Dimon disse que isso aumentará as “despesas de investimento incrementais” em cerca de US$ 700 milhões este ano.

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