Economia dos EUA contrai no 1º trimestre e pedidos de auxílio-desemprego caem

A queda na produção refletiu um déficit comercial e um ritmo moderado de acúmulo de estoques.

Reuters
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Coldsnowstorm/Getty Images
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A economia dos EUA contraiu no primeiro trimestre devido ao ressurgimento de casos de Covid-19

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A economia dos Estados Unidos contraiu inesperadamente no primeiro trimestre já que o ressurgimento nos casos de Covid-19 afetou a atividade, mas o declínio na produção pinta um quadro equivocado da atividade em meio à sólida demanda interna.

O Produto Interno Bruto caiu a uma taxa anualizada de 1,4% no último trimestre, disse o Departamento de Comércio em sua estimativa antecipada do PIB na quinta (21). Esse foi o primeiro declínio desde a recessão pela pandemia há quase dois anos. A economia cresceu a um ritmo robusto de 6,9% no quarto trimestre.

Economistas pesquisados pela Reuters haviam previsto que a economia cresceria a uma taxa de 1,1%. As estimativas variavam de uma contração de 1,4% a crescimento de 2,6%.

A queda na produção refletiu um déficit comercial e um ritmo moderado de acúmulo de estoques. Embora o número possa levar a temores de estagflação e recessão em alguns trimestre, não é um reflexo verdadeiro da economia

Os gastos dos consumidores foram sólidos e o investimento empresarial em equipamentos acelerou acentuadamente.

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O Federal Reserve deverá aumentar a taxa de juros em 50 pontos-base na próxima quarta-feira, e em breve começará a cortar sua carteira de ativos. O banco central dos EUA aumentou sua taxa de juros em 25 pontos em março, o primeiro aumento em mais de três anos, conforme combate a inflação. Os preços anuais ao consumidor aumentaram em março em seu ritmo mais rápido em 40 anos.

Mesmo com o aumento dos preços dos alimentos e da gasolina, ainda não há sinal de que os consumidores estejam recuando

Fortes ganhos salariais em meio a um mercado de trabalho apertado e pelo menos R$ 10 trilhões em poupança em excesso acumulados durante a pandemia estão proporcionando um alívio contra a inflação.

O fortalecimento das condições do mercado de trabalho foi reforçado por um relatório separado do Departamento do Trabalho, nesta quinta-feira, mostrando que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 5.000, para 180.000 na semana encerrada em 23 de abril

Economistas projetavam 180 mil pedidos para a última semana. De acordo com os dados do Bank of America Securities, os consumidores de baixa renda, que tendem a ser desproporcionalmente afetados pela inflação, estavam mostrando maior resiliência.

Ainda assim, permanece o receio de que o Fed possa apertar agressivamente a política monetária e levar a economia à recessão ao longo dos próximos 18 meses.

 

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