Rússia e China trazem risco de pior calote corporativo em mercados emergentes desde crise financeira, diz JPMorgan

Um novo relatório de analistas do banco estimou que a taxa de inadimplência para os mercados emergentes chegará agora a 8,5%.

Reuters
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Florence Lo/Reuters
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Ilustração com bandeiras da Rússia e China

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O JPMorgan alertou que a combinação da guerra da Rússia na Ucrânia com o atual colapso imobiliário da China pode causar a pior onda de inadimplência corporativa desde a crise financeira global.

Um novo relatório de analistas do banco, divulgado hoje (4), estimou que a taxa de inadimplência para os mercados emergentes chegará agora a 8,5%, mais que o dobro dos 3,9% esperados no início do ano, antes da guerra na Ucrânia.

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O volume de títulos corporativos internacionais de mercados emergentes de alto rendimento, vistos como mais arriscados e sendo negociados agora em níveis estressados, saltou para US$ 166 bilhões, máxima desde 2009, quando a crise financeira global elevou a taxa de inadimplência para 10,5%.

A Europa Oriental deverá ver uma taxa recorde de inadimplência de 21,1%, devido ao que se espera que sejam taxas de 98,8% e 27,3%, respectivamente, na Ucrânia e na Rússia, onde as empresas estão em dificuldades devido à guerra ou às sanções sem precedentes do Ocidente.

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Enquanto isso, os problemas do setor imobiliário da China fizeram com que a previsão para a taxa de inadimplência da Ásia fosse elevada de 7% para 10%. Espera-se que haja US$ 32 bilhões em calotes por 29 incorporadoras chinesas em dificuldades neste ano.

A previsão para a América Latina permanece abaixo de 3% e, do Oriente Médio e África, abaixo de 1%, o que se compara com taxas de 0,75% e 1,50% para os mercados de alto rendimento de Estados Unidos e Europa, respectivamente.

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