Bradesco eleva previsão de receitas e reduz de despesas para 2022 após lucro de R$7 bilhões

O banco também anunciou que o conselho de administração aprovou novo programa de recompra de até 106,58 milhões de ações.

Reuters
Compartilhe esta publicação:
Sergio Moraes/Reuters
Sergio Moraes/Reuters

O segundo maior banco privado do país informou que agora prevê que sua margem com clientes, que inclui operações de crédito, deve crescer 18% a 22% este ano

Acessibilidade


O Bradesco previu mais receitas com crédito e tarifas e um maior controle de despesas operacionais em 2022, enquanto procura se ajustar a um ambiente de inflação continuadamente elevada e de maiores taxas de juros no Brasil.

O segundo maior banco privado do país informou ontem que agora prevê que sua margem com clientes, que inclui operações de crédito, deve crescer 18% a 22% este ano, ante previsão anterior de 8% a 12% a mais.

O Bradesco também elevou a estimativa de crescimento das receitas com serviços no ano, de 2% a 6% para 4% a 8%. Na outra ponta, as despesas operacionais neste ano devem subir de 1% a 5%, ante previsão anterior, de 3% a 7%.

Por outro lado, o banco também mudou a expectativa para despesa com provisão para perda com calotes (PDD expandida), de R$ 15 bilhões a R$ 19 bilhões para R$ 17 bilhões a R$ 21 bilhões.

O banco também anunciou que o conselho de administração aprovou novo programa de recompra de ações, de até 106,58 milhões de ações, equivalente a um desembolso de cerca de R$ 1,8 bilhão, segundo os preços dos papéis ontem.

Inscreva-se para receber a nossa newsletter
Ao fornecer seu e-mail, você concorda com a Política de Privacidade da Forbes Brasil.

Os novos números vieram em conjunto com a divulgação dos resultados do primeiro trimestre, período em que o banco teve lucro recorrente de R$ 6,82 bilhões, aumento de 4,7% sobre um ano antes e pouco acima da previsão média de analistas consultados pela Refinitiv, de R$6,76 bilhões, apoiado no conjunto de maiores receitas com crédito e controle de despesas.

A carteira de crédito expandida do grupo fechou março em R$ 834,45 bilhões, aumento de 18,3%, com destaque para linhas mais lucrativas, como de cartões de crédito, o que fez a margem com clientes avançar 19,6% ano a ano.

O índice de inadimplência cresceu 0,7 ponto percentual ano a ano – +0,4 ponto sequencial -, para 3,2%. E a PDD expandida subiu 23,8% no comparativo anual, para 4,84 bilhões de reais, o que o banco chamou de “movimento esperado”.

Na outra ponta, as despesas operacionais cresceram 4,4% no comparativo anual, para R$ 11,7 bilhões, bem menos que a inflação acumulada do período. Em 12 meses, o Bradesco reduziu sua rede de pontos de atendimento em 477 unidades.

Por fim, seu braço de seguros teve lucro recorrente 1,7% menor ano a ano, R$ 1,6 bilhão, com piora na linha de vida e previdência.

Assim, o retorno anualizado sobre o patrimônio do Bradesco ficou em 18% no trimestre, queda sequencial de 0,5 ponto e de 0,7 ponto ano a ano.

Compartilhe esta publicação: