Ibovespa fecha no zero a zero sob peso de commodities

Dólar sobe para R$ 5,43 e euro se aproxima do mesmo valor, negociado a R$ 5,46.

Redação
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Depois de chegar à máxima intradiária de 98,7 mil pontos, com alta de 0,53%, e a mínima de 97,2 mil pontos, com queda de 0,98%, o Ibovespa fechou no zero a zero o pregão de hoje (12), com ligeira alta de 0,06%, segurando os 98 mil pontos (98.271).

O principal índice de ações da B3 registrou grandes oscilações em meio aos diferentes sinais do mercado externo. Em Wall Street, as bolsas operaram entre perdas e ganhos, sem uma direção definida às vésperas da divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês).

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Já no mercado de commodities, minério de ferro e petróleo tiveram um dia de perdas, com o cenário de Covid-19 na China agravado e alimentando temores de queda da demanda de matéria-prima pelas indústrias.

O minério de ferro negociado em Qingdao, na China, recuou 7,64% e fechou avaliado em US$ 105 a tonelada. O petróleo também caiu, com recuo de 7,11% para o barril Brent, a US$ 99,49, e de 7,93% para o barril WTI, a US$ 95,84.

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Com isso, a dupla de peso do Ibovespa – Petrobras (PETR3 e PETR4) – pressionou o índice para queda. As ações da petroleira fecharam com recuos de 1,96% e 1,50%; os papéis ON e PN da Petrobras, negociados a R$ 30,57 e R$ 28,23.

A expectativa pelo CPI dos EUA também não ajudou a alavancar as negociações brasileiras. O mercado espera uma renovação do patamar da maior inflação norte-americana em quatro décadas, para 8,8% em junho, após a leitura de 8,6% em maio.

Se a projeção se confirmar, a postura agressiva de aumento dos juros pelo Federal Reserve (banco central dos EUA) deverá continuar. Membros do Fed manifestaram posições opostas sobre a magnitude do aumento nos últimos dias.

Raphael Bostic, do Fed de Atlanta, indicou o seu apoio por outra subida de 0,75 pontos percentuais, enquanto Esther George, do Fed de Kansas, alertou sobre os perigos de apertar a política monetária apressadamente e defende uma elevação de 0,50 pontos percentuais.

Ao final da sessão, as negociações que se mantiveram próximas da estabilidade ao longo do dia reverteram para perdas e o Dow Jones fechou com recuo de 0,61% a 30.985 pontos; o S&P caiu 0,92%, a 3.819 pontos; e o Nasdaq perdeu 0,95%, a 11.264 pontos.

Por aqui, ações de commodities protagonizaram as maiores quedas, com recuos de 3R Petroleum (RRRP3), SLC Agrícola (SLCE3), Minerva (BEEF3) e Ambev (ABEV3), de 6,46%, 6,19%, 1,77% e 2,20%, respectivamente.

Porém, a ponta de ganhos do Ibovespa também teve um dia movimentado. As varejistas registraram fortes ganhos. “O mercado entende que os setores do varejo e construção civil, que foram os mais impactados no ano, têm potencial de boas oportunidades de compra no curto prazo. No meu modo de ver, isso não é tendência de reversão, mas sim compras pontuais”, diz Marcus Labarthe, sócio-fundador da GT Capital Investimentos.

Nomes como Magazine Luiza (MGLU3), Americanas (AMER3), Via (VIIA3) e Natura (NTCO3) avançaram 11,41%, 8,26%, 9,44% e 7,56%.

Na construção civil, Cyrela (CYRE3), Eztec (xxx) e MRV (MRVE3) foram os destaques, com ganhos de 4,74%, 3,93% e 2,80%.

O dólar comercial, que tem sido o investimento de proteção dos investidores, ampliou os ganhos e fechou com alta de 1,27%, negociado a R$ 5,4391. Já o euro, que tem atraído atenção por ser negociado próximo ao dólar, subiu em 1,19%, a R$ 5,4593.

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