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Petróleo cai, com foco do Federal Reserve contra inflação elevando medo de recessão

Um dólar mais forte torna as commodities denominadas em dólar mais caras para os detentores de outras moedas e tende a pesar sobre o petróleo

3 min
Todd Korol/Reuters
Todd Korol/ReutersUnidade produtora de petróleo perto de Calgary

Os contratos futuros de petróleo caíam pelo terceiro dia hoje (12), com perspectiva de demanda de combustível mais fraca e o aumento das taxas de juros dos Estados Unidos superando temores com a oferta após o corte da Opep+ da meta de produção.

Os futuros de petróleo Brent perdiam 1,7%, a US$ 92,68 (R$ 482,50) o barril por volta de 12h25 (horário de Brasília). O petróleo WTI recuava 2%, a US$ 87,57 (R$ 455).

Na semana passada, juntamente com aliados como a Rússia, o grupo fez os preços subirem ao concordar em cortar a oferta em 2 milhões de bpd (barris por dia).

O mercado de energia também está sob pressão do dólar, que subiu contra moedas como o iene. O compromisso do Federal Reserve de continuar elevando os juros para conter a inflação impulsionou os rendimentos e enviou investidores para o dólar.

A inflação para o produtor dos EUA aumentou as preocupações hoje (12), com os preços no atacado subindo mais do que o previsto. Um dólar mais forte torna as commodities denominadas em dólar mais caras para os detentores de outras moedas e tende a pesar sobre o petróleo e outros ativos de risco.

“No curto prazo, você não pode lutar contra o Fed”, disse Phil Flynn, analista do Price Futures Group em Chicago. “Em algum momento, o petróleo vai se desconectar disso – quando você entrar no inverno, não vai se importar com a inflação.”

A Opep cortou nesta quarta-feira a previsão de crescimento este ano em 460 mil barris para 2,64 milhões de por dia, citando medidas de contenção da COVID-19 da China e a alta inflação.

“A economia mundial entrou em um momento de maior incerteza e desafios crescentes”, disse a Opep em seu relatório mensal.

A decisão da Opep irritou os Estados Unidos, com o presidente Joe Biden prometendo “consequências” para as relações com a Arábia Saudita após a mudança, devido ao atual aperto no fornecimento em todo o mundo.

Empurrando os preços ainda mais para baixo, o Fundo Monetário Internacional cortou na terça-feira a previsão de crescimento global para 2023 e alertou para o aumento do risco de uma recessão global.

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