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Bancos da zona do euro esperam recuperação na demanda por empréstimos

Segundo pesquisa do Banco Central Europeu, junto a bancos da zona do euro, se espera "um pequeno aumento líquido" na demanda por crédito

3 min
Sede do Banco Central da Zona do Euro - Kai Pfaffenbach - Reuters
Sede do Banco Central da Zona do Euro - Kai Pfaffenbach - ReutersBancos da Zona do euro esperam ampliação do crédito

Os bancos da zona do euro esperam uma pequena recuperação na demanda por hipotecas e empréstimos corporativos pela primeira vez em dois anos, uma vez que a queda nos empréstimos mostra sinais iniciais de moderação, segundo uma pesquisa do Banco Central Europeu publicada nesta terça-feira (23).

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Os resultados da Pesquisa Trimestral sobre Empréstimos Bancários provavelmente fortalecerão a opinião do BCE de que o aumento mais brutal das taxas de juros na história da zona do euro já foi totalmente repassado para a economia real e os credores estão começando a prever uma recuperação.

A pesquisa mostrou que os credores continuaram a restringir o acesso ao crédito no último trimestre de 2023, mas menos bancos o fizeram do que em qualquer momento nos dois anos anteriores, e menos do que os próprios bancos esperavam três meses antes.

Entre as quatro maiores economias da zona do euro – Alemanha, França, Itália e Espanha – nenhuma delas observou um aperto líquido nos padrões de crédito para hipotecas, e somente a Alemanha observou isso para empréstimos corporativos.

Embora os bancos esperem elevar o nível de exigência para a concessão de empréstimos neste trimestre, eles também veem “um pequeno aumento líquido” na demanda por crédito corporativo e por hipotecas pela primeira vez desde o início de 2022, disse o BCE.

“É assim que se parece o início de uma recuperação gradual”, disse Dirk Schumacher, economista da Natixis. “Os padrões não estão ficando mais rígidos e a demanda não está encolhendo tão rapidamente.”

Além disso, enquanto os termos e condições se tornaram mais restritivos para o crédito ao consumidor, eles se tornaram mais brandos para os empréstimos imobiliários, segundo a pesquisa.

Nos empréstimos corporativos, não houve “quase nenhum aperto líquido nos serviços”, mas isso foi mais do que compensado pelo “aperto líquido relativamente grande nos setores de imóveis comerciais, construção e imóveis residenciais”.

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