O Departamento de Comércio americano publicou dados da economia dos EUA nesta quinta-feira (31). As informações mostram que a inflação subiu 0,3% em junho, após aumento revisado para cima de 0,2% em maio. Nos últimos 12 meses até junho, o índice de preços PCE avançou 2,6% ante e 2,4% em maio. O fenômeno é atribuído ao aumento de preços de alguns produtos diante das tarifas sobre importações. Nos 12 meses até junho, o chamado núcleo da inflação avançou 2,8%, repetindo a taxa de maio.
Os dados foram incluídos no relatório do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, publicado na quarta-feira (30), que mostrou um arrefecimento da alta de preços, embora permaneça acima da meta de 2% do Federal Reserve (Fed). Economistas afirmaram que as empresas ainda estavam vendendo os estoques acumulados antes da entrada em vigor das taxas de importação do presidente americano, Donald Trump.
Eles preveem que os preços dos produtos aumentarão no segundo semestre, com as empresas repassando os custos mais altos das tarifas de importação para os consumidores. A Procter & Gamble disse nesta semana que aumentará os preços de alguns produtos nos EUA para compensar os custos tarifários.
O banco central dos EUA acompanha as medidas de preço do PCE para a política monetária. Na quarta, o Fed manteve sua taxa de juros de referência na faixa de 4,25% a 4,50%, onde está desde dezembro, resistindo à pressão de Trump para reduzir os custos dos empréstimos. Economistas preveem que o Fed retomará o afrouxamento da política monetária em setembro.
O chair do Fed, Jerome Powell, respondendo a perguntas de repórteres sobre os aumentos de preços previstos relacionados às tarifas, disse que “um cenário básico razoável é que esses são efeitos únicos sobre os preços”, mas acrescentou: “acho que aprendemos que o processo provavelmente será mais lento do que o esperado” e levará tempo para ser totalmente compreendido.
Os gastos dos consumidores, que respondem por mais de dois terços da atividade econômica, aumentaram 0,3% em junho, depois de permanecerem inalterados em maio. Anualmente, eles cresceram a uma taxa anualizada de 1,4%, depois de quase estagnarem no primeiro trimestre.
No segundo trimestre, o crescimento econômico se recuperou a uma taxa de 3%, impulsionado por uma redução acentuada no déficit comercial devido a menos importações em relação ao aumento recorde no trimestre de janeiro a março. A economia contraiu em um ritmo de 0,5% nos três primeiros meses do ano.,