Bom dia. Estamos na quinta-feira, 17 de julho.
Cenários
Nesta quinta-feira (17), os investidores começam o dia avaliando o impacto da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na quarta-feira (16) Moraes manteve parte do decreto “arrecadatório” do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), em uma decisão monocrática considerada favorável ao governo e que já provocou contestação no Congresso.
Segue valendo a alíquota mais elevada do IOF para operações de crédito e de câmbio, além de planos de previdência do tipo VGBL. Foi descartada a tributação das operações de risco sacado, que poderiam comprometer os resultados do varejo.
Um dos pontos mais polêmicos será a decisão de cobrar retroativamente os impostos pagos seguindo a alíquota mais baixa. A decisão tem efeito retroativo a 11 de junho, data de publicação do Decreto 12.499/2025. Com isso, o aumento do IOF permanece válido desde essa data.
Se confirmada no plenário do Supremo, a decisão garante ao governo uma arrecadação estimada de R$ 31,3 bilhões até 2026, sendo R$ 450 milhões ainda neste ano.
Para os mercados de crédito, a manutenção das alíquotas mais elevadas do IOF encarece operações empresariais e financeiras, o que pode travar parte do acesso ao crédito ou elevar os spreads bancários.
Para o câmbio, a medida reduz fluxo líquido no mercado de câmbio e reforça a atratividade do dólar como porto seguro, pressionando o real.
A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou nesta manhã a variação do IGP-10 de julho, mostrando uma deflação (queda de preços) de 1,65%, após ter registrado uma deflação de 0,97% em junho. Com esse resultado, o índice acumula queda de 1,42% no ano e alta de 3,42% nos últimos 12 meses.
Em julho, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 2,42%, superando a queda de 1,54% observada em junho. A inflação no varejo medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) desacelerou para 0,13% ante os 0,28% de junho.
O IGP‑10 é acompanhando com atenção pelo mercado por sua composição abrangente, que inclui preços ao produtor e atacado, servindo de termômetro para pressões inflacionárias. Essa queda pode reforçar expectativas de que o Banco Central (BC) inicie um movimento de afrouxamento monetário no quarto trimestre.
Perspectivas
Nesta quinta, as perspectivas são negativas para o Ibovespa devido à decisão sobre o IOF e os contratos futuros de índices americanos operam sem tendência definida, com investidores atentos à divulgação de dados econômicos e discursos de dirigentes do Federal Reserve (FED), o banco central americano.
Indicadores
- Brasil
IGP-10 (Jul)
Observado: – 1,7%
Esperado: ND
Anterior: – 1,0%
- Estados Unidos
Pedidos iniciais de seguro-desemprego
Esperado: 233 mil
Anterior: 227 mil
Núcleo de vendas no varejo (Jun)
Esperado: + 0,3%
Anterior: – 0,3%