A Petrobras teve crescimento de 7,6% em sua produção petróleo no segundo trimestre deste ano, apesar do declínio operacional em campos maduros. De acordo com a empresa, o avanço foi motivado pelo aumento da operação das novas plataformas. Durante o segundo trimestre, entraram em operação 14 novos poços produtores, sendo sete na Bacia de Campos e sete na Bacia de Santos.
No período, a Petrobras produziu uma média de 2,32 milhões de barris de petróleo por dia (bpd) no país, versus 2,16 milhões de bpd nos mesmos três meses de 2024, mostrou a empresa em seu relatório de produção e vendas na terça-feira (29).
Na comparação com o primeiro trimestre, houve uma alta de 4,8% na produção de petróleo da Petrobras no Brasil.
“Neste trimestre, tivemos o topo de produção do FPSO Duque de Caxias (Mero 3), com 180 mil bpd, e a entrada em operação do FPSO Alexandre de Gusmão (Mero 4), além da continuação do ramp-up do FPSO Almirante Tamandaré, no campo de Búzios”, disse no relatório a diretora de Exploração e Produção, Sylvia Anjos.
“Além disso, neste primeiro semestre, registramos um aumento de produção no campo de Tupi, quando comparado ao mesmo período do ano passado, reforçando o cuidado com os campos em operação”, acrescentou a diretora, pontuando que os trabalhos em curso na petroleira sustentam a projeção de produção futura da companhia.
O campo de Tupi, embora já esteja em declínio, é o maior produtor do Brasil. Somente no pré-sal, a Petrobras produziu 1,97 milhão de bpd nos meses de abril a junho, crescimento de 8,8% na comparação com o mesmo período do ano passado e avanço de 6,5% em relação ao primeiro trimestre.
Já as exportações de petróleo da estatal somaram 690 mil bpd no segundo trimestre, alta de 6% ante o mesmo período do ano passado e avanço de 25,2% na comparação com o primeiro trimestre. A China, principal destino das exportações de petróleo da Petrobras, representou 54% das vendas externas da empresa, contra 50% no mesmo período de 2024 e 36% no primeiro trimestre.
“No segundo trimestre, a China aumentou sua participação nos destinos das nossas exportações, pressionada, em parte, pelas novas sanções à Russia. Consequentemente, houve redução das exportações para a Europa e o restante da Ásia, outros dois importantes mercados para óleos brasileiros”, disse a companhia.
A Europa ficou em segundo lugar, representando 19% das vendas externas, enquanto países da Ásia (fora a China) somaram 12% e os Estados Unidos, 8%.
Produção e vendas totais
Considerando a produção total de óleo e gás natural no Brasil e no exterior, a Petrobras bombeou uma média diária de 2,91 milhões de barris de óleo equivalente (boed) entre abril e junho, alta de 7,8% em relação ao mesmo período de 2024 e avanço de 5% versus o primeiro trimestre deste ano.
Como operadora, a companhia produziu um recorde de 4,19 milhões de boed no segundo trimestre, crescimento de 12,1% ante igual período do ano passado e avanço de 5,3% na comparação com o trimestre anterior, considerando o volume total produzido pelos campos operados pela empresa, incluindo parcelas que pertencem a eventuais parceiros nos ativos.
A Petrobras também informou que suas vendas totais de petróleo, gás e derivados cresceram 1,6% no segundo trimestre ante o mesmo período de 2024, para 2,98 milhões de bpd, com vendas domésticas respondendo por 2,07 milhões de bpd.
Derivados
O fator de utilização total (FUT) do parque de refino da Petrobras atingiu 91% entre abril e junho, estável ante o mesmo período do último ano e contra 90% no trimestre anterior.
A produção de derivados do petróleo da empresa somou média de 1,73 milhão de bpd no segundo trimestre, queda de 0,8% ante o mesmo período de 2024 e alta de 1,4% em relação ao primeiro trimestre.
As importações de diesel entre abril e junho totalizaram 122 mil bpd, alta de 229,7% ante o mesmo período do ano passado e avanço de 84,8% na comparação com o primeiro trimestre, em razão da preparação para o período de maior demanda, segundo a empresa.
Todavia, houve uma alta de 0,6% nas vendas de diesel no segundo trimestre ante o mesmo período do ano passado e uma redução de 1,8% na comparação com o primeiro trimestre, principalmente pelo aumento das importações por terceiros, majoritariamente com origem na Rússia, e pela menor demanda do segmento agrícola, segundo a Petrobras.
Já as vendas de gasolina no período registraram crescimento de 3,1% na comparação anual e de 1,5% na base trimestral, com impulso de aumento da demanda total de combustíveis do ciclo Otto e maior participação da gasolina frente ao etanol entre períodos.