Bom dia. Estamos na segunda-feira, 22 de setembro.
Cenários
Após alinhar nove recordes de fechamento sucessivos nos 15 pregões de setembro, o Ibovespa acumula uma valorização de 3,1% no mês e de 21,3% desde o início de 2025. A alta é justificada pelas expectativas de redução dos juros nos Estados Unidos, que poderão reforçar o fluxo de recursos para países emergentes, entre eles o Brasil. No entanto, a ausência de notícias no início da semana e a expectativa com relação à Ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), com divulgação agendada para a terça-feira (23) pode justificar uma realização de parte desses lucros.
A alta do Ibovespa vem ocorrendo apesar do desempenho fraco das ações mais importantes do índice, os papéis ON da Vale (VALE3) e as ações preferenciais e ordinárias da Petrobras, que praticamente não se valorizaram no acumulado do ano. Além disso, do ponto de vista do investidor internacional, a alta das ações brasileiras tem sido muito mais expressiva. Devido à apreciação do real em relação à moeda americana, a alta do Ibovespa em dólares é de cerca de 41%, o que torna o mercado ainda mais maduro para uma realização.
Além disso, há expectativas dos investidores com relação a declarações de diretores do Federal Reserve (FED), o banco central americano. Na quarta-feira (17) o FED confirmou as expectativas e reduziu os juros americanos em 0,25 ponto percentual, para a faixa entre 4,00% e 4,25% ao ano, e indicou que poderá haver mais dois ou três cortes ainda neste ano. Na hipótese mais “dovish”, os juros nos EUA poderão recuar para a faixa entre 3,25% e 3,50% ainda em 2025, o que vai destravar novos movimentos de alta das ações.
No entanto, inúmeros investidores preferem aguardar declarações mais efetivas nesse sentido, e podem interpretar os pronunciamentos de diretores do FED agendados para esta semana. Um ou mais discursos que divirjam do esperado podem também levar a movimentos globais de realização de lucros.
Perspectivas
Os contratos futuros dos principais índices americanos estão em leve baixa no pré-mercado, assim como as cotas do Exchange Traded Fund (ETF) EWZ iShares MSCI Brazil, que acompanha as ações de empresas brasileiras.
Indicadores
- Brasil
Relatório Focus
- Estados Unidos
Sem indicadores relevantes