A WEG encerrou o terceiro trimestre de 2025 com resultados sólidos e margens estáveis, mesmo diante de custos mais altos e de um cenário global volátil, segundo o balanço apresentado nesta quarta-feira (22)l. O lucro líquido reportado foi de R$ 1,65 bilhão, alta de 4,5% em relação ao mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, o lucro somou R$ 4,79 bilhões, avanço de 10,1% sobre 2024.
A receita operacional líquida atingiu R$ 10,27 bilhões, 4,2% acima do terceiro trimestre de 2024, impulsionada pelo mercado externo, que cresceu 4,9% e respondeu por mais de 60% do faturamento. No Brasil, houve leve alta de 3,1%. O EBITDA somou R$ 2,27 bilhões, aumento de 2,3%, com margem de 22,2%, praticamente estável ante o ano anterior.
Mesmo com o aumento nos preços de insumos, especialmente do cobre, a companhia manteve eficiência operacional e controle de custos. As margens bruta e líquida ficaram em 33,6% e 16,1%, refletindo equilíbrio entre rentabilidade e expansão.
“O trimestre foi marcado por margens saudáveis e demanda consistente nos negócios tradicionais, mesmo com a desaceleração de novos projetos em geração eólica e solar”, afirmou a administração no comunicado ao mercado.
O retorno sobre o capital investido (ROIC) foi de 32,4%, queda de 4,7 pontos percentuais em relação a 2024, impactado pelos investimentos de R$ 672,6 milhões em modernização e expansão de capacidade.
Expansão internacional
A receita internacional foi favorecida pela Europa, com crescimento de 14% em dólares, impulsionado pelas vendas de equipamentos industriais para óleo e gás e saneamento. A América do Norte manteve forte ritmo em projetos de infraestrutura energética.
No mercado interno, o segmento de motores comerciais e appliance avançou 15%, com destaque para fabricantes de ar-condicionado e compressores. Já tintas e vernizes cresceu 27,9% nas exportações, impulsionado pelo México.
Caixa robusto e foco em inovação
A WEG gerou R$ 4,2 bilhões em caixa operacional até setembro, encerrando o trimestre com caixa líquido de R$ 3,44 bilhões. Entre dividendos e juros sobre capital próprio, foram pagos R$ 3,16 bilhões aos acionistas ao longo do ano.
A companhia também reforçou sua aposta na transição energética ao adquirir 54% da Tupinambá Energia, startup de mobilidade elétrica.