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Cenários
À medida que se aproxima a reunião de dezembro, mais membros do Federal Open Market Committee (Fomc), versão americana do Comitê de Política Monetária (Copom), defendem um corte nos juros dos Estados Unidos.
Na segunda-feira (24) o diretor Christopher Waller disse durante uma entrevista que o mercado de trabalho americano está fraco o suficiente para justificar outro corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros em dezembro.
No entanto, Waller não confirmou que os juros continuarão caindo em 2026. Ele afirmou que qualquer corte além desse depende de indicadores que deixaram de ser divulgados devido à paralisação do governo (“shutdown”) e que só serão conhecidos após a reunião. Ele afirmou que desde a última reunião do Fomc em outubro, “os dados do setor privado indicam que o mercado de trabalho está fraco e que ele continua a enfraquecer”.
Waller disse que, embora isso justifique um corte em dezembro, a decisão de janeiro pode ser um pouco mais complicada. “Vamos receber uma enxurrada de dados. Se forem consistentes com o que temos visto, então podemos justificar um corte em janeiro. Mas se os números mostrarem uma recuperação da inflação ou do emprego, ou se a economia estiver decolando, isso pode gerar preocupação” sobre novos cortes, afirmou ele. A presidente do FED de São Francisco, Mary Daly, disse também na segunda-feira que apoia a redução das taxas devido a preocupações com o mercado de trabalho.
Os membros do Federal Reserve (FED), o banco central americano, estão divididos sobre se devem cortar ou não os juros na reunião de dezembro. Porém, nos últimos dias diversos diretores defenderam o corte. Além de Waller, o presidente do FED regional de Nova York, John Williams, afirmou na sexta-feira (21) que os juros dos EUA poderiam cair sem colocar em risco a meta de inflação, de modo a evitar uma queda nos empregos.
Williams afirmou que o mercado de trabalho parece estar se enfraquecendo e comparou a taxa de desemprego de setembro com os anos pré-pandemia, “quando o mercado de trabalho não estava superaquecido”. Sua opinião é relevante. Ao contrário do Copom, onde há nove membros, todos diretores do Banco Central do Brasil (BC) e todos com direito a voto, o Fomc tem mais participantes e menos eleitores.
Ao todo, são 12 membros, incluindo quatro dos 11 diretores dos FEDs regionais, que se alternam como eleitores. O diretor do FED de Nova York é o único deles que possui direito permanente de voto, por isso sua opinião é muito relevante.
Graças a essas declarações, a probabilidade de corte de 0,25 ponto percentual nos juros americanos na reunião de dezembro aumentou para 80,7% ante os 50,4% de uma semana antes. No entanto, há menos certeza de novos cortes em 2026. A probabilidade de manutenção dos juros inalterados na reunião de 28 de janeiro do ano que vem subiu para 63,0% ante os 50,0% de uma semana antes.
Perspectivas
A terça-feira começa com uma leve queda nos contratos futuros dos principais índices americanos, com os investidores atentos a novas falas de diretores do FED e ao comportamento das principais ações de empresas de tecnologia.
Indicadores
- Brasil
Saldo em transações correntes (Out)
Esperado: – US$ 4,85 bilhões
Anterior: – US$ 9,77 bilhões
Investimento estrangeiro direto (Out)
Esperado: ND
Anterior: US$ 10,67 bilhões
- Estados Unidos
Índice de Preços ao Produtor / IPP (Set)
Esperado: + 0,3%
Anterior: – 0,1%
Índice de Preços ao Produtor / IPP (12M)
Esperado: 2,7%
Anterior: 2,6%
Núcleo do Índice de Preços ao Produtor / IPP (Set)
Esperado: + 0,2%
Anterior: – 0,1%
Núcleo do Índice de Preços ao Produtor / IPP (12M)
Esperado: 2,7%
Anterior: 2,8%
Vendas no varejo (Set)
Esperado: + 0,4%
Anterior: + 0,6%
Núcleo das vendas no varejo (Set)
Esperado: + 0,3%
Anterior: + 0,7%
Confiança do Consumidor CB (Nov)
Esperado: 93,5
Anterior: 94,6