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Cenários
O ano está acabando muito melhor do que começou. Até a segunda-feira (29), o dólar havia recuado 10% em relação ao real e o Ibovespa tinha se valorizado 33,4%. Para comparar, os índices americanos, que também apresentaram um desempenho pujante, subiram menos. O índice S&P 500 subiu 17,4% até a segunda-feira, e o índice Nasdaq, que tem mais ações de empresas de tecnologia, valorizou-se 21,6%.
Como explicar essa alta? Há alguns motivos. No caso do Ibovespa, a entrada de recursos internacionais na bolsa nas últimas semanas de 2025 justificou a alta das ações, o que também levou a uma depreciação do dólar em relação ao real.
Esse cenário foi amplificado pela alta da inflação americana e pela queda dos juros nominais nos Estados Unidos. Isso reduziu a atratividade do dólar em relação às demais moedas globais e permitiu a valorização das taxas de câmbio de países emergentes e desenvolvidos, entre eles o Brasil.
Prova de que a queda do dólar foi um movimento específico é o comportamento do euro em relação ao real. Ao contrário do dólar, a moeda única europeia apresentou uma valorização de 1,1% em relação à moeda brasileira no acumulado do ano.
Perspectivas
Há pouco interesse dos investidores em assumir novas posições no último pregão do ano, o que deve levar a um dia de poucas oscilações e movimento muito reduzido.
Indicadores
- Brasil
Desemprego (Nov)
Esperado: 5,4%
Anterior: 5,4%
Dívida Bruta x PIB (Nov)
Esperado: 79,0%
Anterior: 78,6%
Dívida Líquida x PIB (Nov)
Esperado: ND
Anterior: 65,0%
- Estados Unidos
Sem indicadores relevantes