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Pré-mercado: Inflação Americana Define Expectativas para Reunião do FED

Notícias e indicadores que podem influenciar os preços dos ativos nesta sexta-feira, 5 de dezembro

3 min

Bom dia. Estamos na sexta-feira, 5 de dezembro.

Cenários

A semana se encerra com todos os olhos voltados para a inflação A divulgação do índice Personal Consumption Expenditure (PCE) referente a setembro está marcada para esta sexta-feira (5). O número chega com atraso e com peso adicional. O PCE deveria ter sido publicado no fim de outubro, mas a paralisação do governo americano (“shutdown”) atrasou a divulgação de indicadores americanos essenciais. O atraso elevou a expectativa em torno do número, considerado decisivo para a política monetária.

Os investidores esperam estabilidade. A expectativa é que o núcleo do PCE, que exclui os preços mais voláteis de alimentos e de energia, indique alta de 2,9% nos 12 meses até setembro. Esse é o mesmo percentual observado no acumulado de agosto. A leitura indica que a inflação continua bastante acima da meta de 2% estabelecida pelo Federal Reserve (FED), o banco central americano. Mesmo assim, o ritmo de desaceleração reforça a hipótese de que a fase mais dura do aperto monetário terminou.

O dado desta sexta-feira será a última peça relevante antes da reunião do Federal Open Market Committee (Fomc), marcada para os dias 9 e 10 de dezembro. A expectativa majoritária é de um corte de 0,25 ponto percentual nos juros americanos, movimento interpretado como o início de um ciclo mais longo de flexibilização. O FED vinha sinalizando prudência, mas o conjunto de informações recentes — mercado de trabalho menos aquecido, desaceleração do consumo e núcleos inflacionários comportados — abriu espaço para a redução das taxas.

Se a inflação vier em linha ou abaixo do consenso, os investidores devem reforçar as apostas em novos cortes no início de 2026. Já uma inflação acima do esperado desidrata a tese do afrouxamento.  Essa perspectiva se tornou central porque define o custo do dinheiro no maior mercado de capitais do mundo. Taxas mais baixas aliviam o crédito, impulsionam setores sensíveis aos juros e reduzem a atratividade dos títulos do Tesouro americano. O movimento tende a reequilibrar fluxos globais e favorecer ativos de risco em outros países, incluindo ações de mercados emergentes.

Perspectivas

Para o mercado, o impacto é direto. Um PCE benigno tende a melhorar o humor dos investidores e a estimular a busca por risco. Um número frustrante teria efeito contrário. A divulgação desta sexta, portanto, funciona como divisor de águas.

Indicadores

  • Brasil

IGP-DI (Nov)

Observado: + 0,01%

Esperado: ND

Anterior: – 0,03%

IPP (Out)

Esperado: ND

Anterior: – 0,25%

Produção de Veículos (Nov)

Esperado: ND

Anterior: 1,8%

Vendas de Veículos (NOV)

Esperado: ND

Anterior: 7,2%

  • Estados Unidos

Índice de inflação PCE (Set)

Esperado: 0,3%

Anterior: 0,3%

Índice de inflação PCE (12m)

Esperado: 2,8%

Anterior: 2,7%

Núcleo do Índice de inflação PCE (Set)

Esperado: 0,2%

Anterior: 0,2%

Núcleo do Índice de inflação PCE (12m)

Esperado: 2,9%

Anterior: 2,9%

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