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Pré-mercado: o Que Esperar da Última Semana de 2025

Notícias e indicadores que podem influenciar os preços dos ativos nesta segunda-feira, 15 de dezembro

4 min

Bom dia. Estamos na segunda-feira, 15 de dezembro.

Cenários

A última semana de negócios regulares de 2025 no mercado financeiro terá a divulgação de indicadores econômicos importantes no Brasil e nos Estados Unidos. Apesar de as condições de mercado já estarem dadas, números de atividade econômica e de inflação no Brasil, e de emprego nos Estados Unidos deverão contribuir para a formação das expectativas no primeiro trimestre de 2026.

No Brasil, o principal dado da agenda é o IBC-Br, prévia mensal do Produto Interno Bruto calculada pelo Banco Central. O indicador referente a outubro deve confirmar a perda de fôlego da atividade no início do quarto trimestre, após um desempenho mais robusto na primeira metade do ano. As estimativas apontam para variação próxima da estabilidade ou levemente negativa na comparação mensal, reforçando a leitura de desaceleração gradual da economia. O dado será observado com atenção pelo mercado de juros, que tenta calibrar o ritmo de crescimento compatível com a atual taxa básica elevada.

Outro ponto de atenção no cenário doméstico é a inflação. Embora o IPCA cheio de novembro já tenha sido divulgado e o IPCA-15 de dezembro tenha sua divulgação prevista apenas para a próxima semana, novos dados setoriais e sinalizações de preços administrados e de serviços seguem no radar.

A inflação em 12 meses permanece acima do centro da meta, mas com trajetória mais comportada do que no início do ano. Esse quadro mantém o debate sobre quando o Banco Central (BC) poderá iniciar um ciclo mais consistente de flexibilização monetária, ainda que o discurso oficial siga cauteloso.

O Relatório Focus também ganha uma importância maior nesta semana. As projeções para inflação, crescimento do PIB e taxa Selic em 2025 e 2026 ajudam a mapear o grau de confiança dos agentes econômicos no cenário prospectivo. Mudanças marginais nessas expectativas tendem a influenciar o comportamento dos contratos futuros de juros e o câmbio, especialmente em um período de menor liquidez.

Nos Estados Unidos, o destaque é o relatório de emprego não agrícola, o “non farm payroll”. O mercado busca sinais adicionais de moderação do mercado de trabalho, após meses de criação de vagas mais fraca e aumento gradual da taxa de desemprego. Uma leitura em linha com as projeções deve reforçar a percepção de desaceleração ordenada da economia americana, enquanto surpresas para cima ou para baixo podem alterar apostas sobre o ritmo de cortes de juros pelo Federal Reserve (FED), o banco central americano, em 2026.

Além do payroll, indicadores antecedentes do mercado de trabalho, como pedidos de seguro-desemprego e dados de emprego no setor privado, ajudam a compor o cenário. Em um ambiente de inflação mais controlada nos Estados Unidos, o comportamento do emprego segue como a principal variável para a condução da política monetária.

Com isso, mesmo em uma semana marcada por menor volume de negócios e ajuste de posições antes do fim do ano, a divulgação desses indicadores tende a influenciar a precificação de ativos e a consolidação das expectativas para o início de 2026.

Perspectivas

Os contratos futuros dos principais índices americanos iniciam a semana em alta no pré-mercado, em um dia sem indicadores relevantes nos Estados Unidos.

Indicadores

  • Brasil

Relatório Focus

Inflação IGP-10 (Dez)

Esperado: ND

Anterior: + 0,2%

Índice de atividade IBC-Br (Out)

Esperado: ND

Anterior: – 0,20%

  • Estados Unidos

Sem indicadores relevantes

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