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Pré-mercado: Entrada de Recursos Externos Sustenta Recordes do Ibovespa

Notícias e indicadores que podem influenciar os preços dos ativos nesta sexta-feira, 23 de janeiro

3 min

Bom dia. Estamos na sexta-feira, 23 de janeiro.

Cenários

O mercado financeiro chega a esta sexta-feira embalado por um movimento que vai além das fronteiras brasileiras. O Ibovespa encerrou o último pregão em recorde nominal, com alta de 2,20%, aos 175.589,35 pontos. No câmbio, o dólar à vista caiu 0,68%, para R$ 5,2845. Os números chamam atenção. Mas o pano de fundo é mais amplo.

O principal vetor por trás desse desempenho é uma reorganização global de portfólios. Investidores internacionais vêm reduzindo a exposição a ativos dos Estados Unidos e ampliando posições em mercados emergentes. O Brasil aparece como um dos destinos naturais desse fluxo. Liquidez elevada. Bolsa profunda. Ativos ainda descontados em termos relativos.

A mudança ocorre em um momento de questionamento crescente sobre o prêmio oferecido pelos mercados americanos. Com juros elevados há mais tempo, valuation esticado em alguns setores e sinais de desaceleração seletiva da economia, gestores globais passam a buscar diversificação. Parte do capital migra para regiões onde o ciclo monetário parece mais avançado ou mais previsível.

Nesse contexto, o Brasil se beneficia mesmo sem oferecer um quadro doméstico plenamente resolvido. A incerteza política permanece no radar. As articulações para as eleições de novembro avançam, mas ainda não produzem um cenário claro sobre a correlação de forças nem sobre a agenda econômica a partir de 2027. Ainda assim, o risco político, por ora, não tem sido suficiente para conter o apetite estrangeiro.

O fluxo externo ajuda a explicar tanto a valorização das ações quanto a queda do dólar. A entrada de recursos pressiona o câmbio para baixo e sustenta setores de maior peso no índice, especialmente bancos, empresas ligadas ao ciclo doméstico e ações com elevada liquidez. O movimento é mais de alocação estratégica do que de aposta tática de curto prazo.

Para esta sexta-feira, o mercado também começa a ajustar posições de olho na primeira reunião do Copom do ano. A expectativa dominante é de manutenção da Selic em 15%, com probabilidade estimada em 82%. A decisão em si parece contratada. O foco estará na comunicação e nos sinais sobre os próximos passos da política monetária.

Perspectivas

A combinação entre fluxo internacional favorável, expectativa de juros estáveis e busca por diversificação deve seguir como o principal motor dos negócios no curto prazo. O desafio será medir até que ponto esse movimento externo consegue se sustentar diante das incertezas locais e de eventuais mudanças no humor global. Por ora, o mercado escolheu olhar mais para fora do que para dentro.

Indicadores

Brasil

Sem indicadores relevantes

Estados Unidos

PMI Industrial (Jan)

Esperado: 51,9

Anterior: 51,8

PMI dos Serviços (Jan)

Esperado: 52,9

Anterior: 52,5

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