1. Início
  2. /
  3. Forbes Money
  4. /
  5. Pré-mercado: Ouro e Prata Seguem em Baixa após Queda Histórica da Sexta
Forbes Money

Pré-mercado: Ouro e Prata Seguem em Baixa após Queda Histórica da Sexta

Notícias e indicadores que podem influenciar os preços dos ativos nesta segunda-feira, 2 de fevereiro

3 min

Bom dia. Estamos na segunda-feira, 2 de fevereiro.

Cenários

Os preços dos metais preciosos seguem em forte correção no início da semana, após a indicação de Kevin Warsh pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a presidência do Federal Reserve (FED), o banco central americano. O movimento intensifica a realização de lucros observada na sexta-feira, quando ouro e prata registraram quedas históricas, depois de semanas de recordes sucessivos.

O ouro acumula recuo de cerca de 12% desde o fechamento de quinta-feira. Na sexta, o metal caiu mais de 9%, no pior desempenho diário desde 1983, e voltou a recuar cerca de 3% na madrugada desta segunda-feira, para cerca de US$ 4.600 por onça (28,8 gramas). A prata teve um ajuste ainda mais violento. O metal despencou mais de 31% na sexta-feira, no pior dia desde 1980, e cedeu mais 3% no início da semana, para cerca de US$ 80 por onça. O movimento reflete a desmontagem de posições alavancadas e chamadas de margem, após um período de forte concentração de apostas compradas.

No conjunto, o início da semana traz um cenário de maior aversão ao risco, com preços de metais preciosos em queda expressiva, petróleo recuando, dólar forte e futuros de ações dos EUA sinalizando abertura negativa. O foco dos investidores se volta para os próximos dados econômicos e para a evolução do debate sobre o papel do FED sob a liderança de Warsh.

A leitura predominante do mercado é que a escolha de Warsh reduziu, ao menos parcialmente, o prêmio de risco associado à percepção de perda de independência do FED. Com isso, um dos pilares que sustentavam a escalada dos metais — a tese de enfraquecimento estrutural do dólar — foi colocado em xeque. A moeda americana se fortaleceu, pressionando ainda mais os preços do ouro e da prata.

No mercado de petróleo, os preços também operam em queda. O barril do óleo do tipo Brent — referência para o mercado europeu e para a Petrobras — recua cerca de 5%, para US$ 66. A baixa é atribuída à combinação entre o fortalecimento do dólar e sinais de possível redução da tensão geopolítica, após declarações de Trump sobre avanços nas conversas entre Estados Unidos e Irã. O movimento coloca o petróleo a caminho da maior queda diária em mais de seis meses.

Apesar da intensidade do movimento, a queda dos metais preciosos pode ser uma correção técnica devido à realização dos lucros das últimas semanas, após uma valorização considerada excessiva. Ainda assim, o episódio reforça a sensibilidade dos mercados à política monetária americana e ao debate sobre liquidez, em um cenário em que a simples sinalização sobre o futuro comando do FED foi suficiente para provocar um ajuste abrupto nos preços dos ativos.

Perspectivas

O ajuste nos mercados de commodities ocorre em um ambiente mais amplo de redução de risco. As bolsas globais operam em baixa, acompanhando o tom negativo da Ásia e da Europa. Nos Estados Unidos, os futuros dos principais índices acionários indicam abertura em queda, com recuos nos contratos do S&P 500, do Nasdaq e do Dow Jones no pré-mercado, refletindo a cautela dos investidores diante do reposicionamento das apostas macroeconômicas.

Indicadores

Brasil

Relatório Focus

PMI Industrial S&P Global (Jan)

Esperado: ND

Anterior: 47,6

Estados Unidos

PMI Industrial (Jan)

Esperado: 51,9

Anterior: 51,8

PMI Industrial ISM (Jan)

Esperado: 48,5

Anterior: 47,9

Assine Forbes. Inspire-se, lidere, conquiste. Ao se cadastrar, você concorda com nossa Política de Privacidade e com o uso de seus dados para fins de comunicação.